Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/80430
Author(s): Rita Tavares de Almeida Besteiro
Title: Avenida da Ponte. 1968/2000. Álvaro Siza, a arquitectura e a cidade
Issue Date: 2012-11-08
Abstract: The present study is focused on the act of building in the city by Siza Vieira. We seekto understand is concept of city, and in what way does that concept translate in his works.In fact, after an analysis of his words, we realize that Siza when designing this territory,is constantly seeking the "continuity". Thus, based on this study we list two projects of Sizalocated in a part of Porto where the lack of continuity is manifested in various spheres,Avenida da Ponte in 1968 and 2000.This part of the city to which we refer was subjected to brutal changes in the forties.These changes had the intention to show the Cathedral, Sé, and at the same time to makethe connection between Luis I Bridge, the only entrance by South at the high level, and thenew city center, D. Pedro Square, as it was named. The aim was to provide the "secondcity" of the country with a monumental character similar to what was being done in othermajor European cities. However, the difficulty of intervening in an irregular and graniticterritory combined with the need of full visibility of the cathedral from the low level lead tothe non-approval of any project with the exception of the project of Alvaro Siza in 1968.Thus, the Avenue D. Afonso Henriques was opened in the mid fifties, with no concrete plan,which created a wound until today to heal.Is that what Siza aims in 1968 and 2000. He aims to recover what was lost with thedemolitions, restoring continuity in a part of town overwhelmed by the sense of rupture. Thisrestoration is done on both projects in very different ways. If in the first project the existingpersists almost untouched, of course, different by the presence of the large building onthe east. In the second project the city is rebuilt almost literally. In the extreme, it can besaid that in the first project, Siza sews the city almost by not building, and so, evoking thememory of the demolitions. In the second one, he heals the wound with the resource of theconstructed mass. In both projects what matters is the perception of the city as a territoryconstructed by many layers. According to Siza none of those layers should be removed.So, he never seeks to erase what happened at that place. The memory of the demolitionsis present.Still, as important as knowing what happened there, it is to know what others haveprojected for that area. So we have tried to find studies that had as scope that place and,above all, those who had the most influence on Siza's projects. Alongside all of this is theunavoidable presence of Fernando Távora both in 1955 and 1998.
Description: O presente estudo centra-se na construção da cidade por Siza Vieira. Procuramoscompreender a sua ideia de cidade, e de que forma é que ela se traduz no que projecta.De facto, após uma análise das suas palavras, percebemos que Siza, ao desenhar esteterritório, busca constantemente a "continuidade". Desta forma, como base deste estudoelencamos dois projectos de Siza para uma parte da cidade do Porto em que o problemada falta de continuidade se manifesta em diversas esferas, Avenida da Ponte em 1968e 2000.Esta parte da cidade a que nos referimos foi alvo de brutais transformações na décadade quarenta. Estas transformações tinham o intuito de evidenciar a Sé e, ao mesmo tempo,fazer a ligação entre a Ponte Luís I, a única entrada por Sul à cota alta, e o novo centroda cidade, antiga Praça de D. Pedro. O objectivo era dotar a "segunda cidade" do paísde um caracter monumental, à semelhança do que vinha a ser feito em outras grandescidades europeias. No entanto, a dificuldade de intervenção num território granítico eirregular aliada à necessidade de visibilidade total da Sé a partir da cota baixa levarama que nenhum projecto para ali fosse aprovado, com excepção do de Álvaro Siza em1968. Desta forma, a Avenida D. Afonso Henriques, ou da Ponte como é mais vulgarmentechamada, foi aberta em meados da década de cinquenta, sem plano concreto, o quecriou uma ferida até hoje por cerzir.É isso que Siza pretende fazer em 1968 e 2000. Recuperar o que se perdeu comas demolições, restaurar a continuidade numa parte da cidade em que o que domina éa ruptura. Este restauro é feito em ambos os projectos de formas muito distintas. Se noprimeiro o existente permanece quase intocado, claro está, diferente pela presença dogrande edifício a Nascente, no segundo a cidade é reconstruída quase literalmente. Emextremo, pode dizer-se que no primeiro projecto cose através do vazio, memória do quea cidade passou, e no segundo através do cheio. Quer num quer noutro importa percebera cidade enquanto território constituído por camadas, sedimentar. Segundo Siza nenhumadessas camadas deve ser suprimida. Portanto, não pretende, nunca, apagar aquilo peloque aquele lugar passou. A memória da violência das demolições está presente.Ainda, a par do que se passou ali, na zona do Corpo da Guarda, importa a Históriado que para ali se pensou. Assim, procurámos perceber os estudos que tiveram comoâmbito aquele lugar e, acima de tudo, os que mais influência tiveram nos projectos deSiza. A par de tudo isto está a presença incontornável de Fernando Távora em qualquerum dos projectos, manifeste-se ela através do de 1955 ou o de 1998.
Subject: Artes
Arts
Scientific areas: Humanidades::Artes
Humanities::Arts
URI: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/80430
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
Appears in Collections:FAUP - Dissertação

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