Please use this identifier to cite or link to this item:
https://hdl.handle.net/10216/167883| Author(s): | Simão Pedro Figueiredo Oliveira |
| Title: | Does anticholinergic burden influence therapeutic success in treatment naïve overactive bladder patients? |
| Issue Date: | 2025-05-23 |
| Abstract: | Abstract Introduction: Overactive bladder is a bothersome condition for which anticholinergic drugs (AC) are a cornerstone treatment. Nevertheless, many patients have comorbidities requiring treatment with drugs that, besides their main pharmacologic target, have also anticholinergic properties. Recently, growing concern has surrounded AC's adverse effects. Anticholinergic burden (ABu) represents the cumulative effect of taking one or more medications with anticholinergic action in an individual and is quantifiable by several validated scales, such as the Drug Burden Index (DBI). We aimed to describe ABu in treatment naïve OAB patients, analyze prescription trends according to ABu, and study its impact on OAB treatment success. Methods: We retrospectively reviewed all patients referred to our outpatient clinic for OAB in 2021 and 2022. Exclusion criteria included neurogenic bladder; patients who already started on AC/Mirabegron for OAB by the referring physician; history of pelvic radiotherapy; history of bladder cancer; postvoid residual volume > 200 mL; clinically significant stress urinary incontinence; chronic pelvic pain syndrome, congenital urinary tract malformations, history of bladder surgery, history of midurethral sling or prostatic surgery, chronic kidney failure on dialysis. ABu was ascertained using Drug Burden Index (DBI). The study was approved by our institution 's ethics committee. Results: During the study 's time frame, 102 treatment naïve OAB patients were referred to our outpatient clinic. Mean age was 62,36 ± 15,05 years and 82,4% of patients were women. OAB wet was the most frequent phenotype as 74,5% of patients reported urge incontinence, using a mean of 2,78 ± 1,56 pads per day (PPD).AC drugs were the initial treatment in 98% of cases. Median (range) DBI was 0,09 (0-3,07). AC drugs were the most frequently prescribed therapy across all DBI groups (0;0-1;>1). On follow up appointment, 61,5% of patients reported improvement of their complaints with the prescribed therapy. In the group of patients with a DBI of 0, 77,1% reported improving after AC therapy, in those with a DBI between 0 and 1, 52 % reported improving and in the group with a DBI>1 only 25,9% reported improving after AC therapy. DBI was significantly higher in the group of patients reporting no improvement after therapy when compared to those who reported improvement. This result was confirmed using a binary logistic regression model. Conclusion: Urologists are still not attentive of ABu when treating OAB, as AC drugs were the most prescribed medication irrespective of DBI. Patients with a higher ABu demonstrated worse treatment outcomes, confirming ABu is an important determinant of AC therapy success. Therefore, physicians may need to consider drugs targeting other pathways such as the beta 3 adrenergic receptor in this group of patients. |
| Description: | Introdução: A bexiga hiperativa (BHA) é uma condição incómoda para a qual os fármacos anticolinérgicos (AC) são um tratamento de primeira linha. No entanto, muitos doentes apresentam comorbilidades que requerem tratamento com medicamentos que, além do seu alvo farmacológico principal, possuem também propriedades anticolinérgicas. Nos últimos anos, tem aumentado a preocupação com os efeitos adversos dos AC. A carga anticolinérgica (ABu) representa o efeito cumulativo da toma de um ou mais medicamentos com ação anticolinérgica num indivíduo e pode ser quantificada através de várias escalas validadas, como o Drug Burden Index (DBI). O nosso objetivo foi descrever a ABu em doentes com BHA virgens de tratamento, analisar tendências de prescrição de acordo com a ABu e avaliar o seu impacto no sucesso do tratamento da BHA. Métodos: Realizámos uma revisão retrospetiva de todos os doentes referenciados para a nossa consulta externa de BHA em 2021 e 2022. Os critérios de exclusão incluíram bexiga neurogénica; doentes que já tinham iniciado tratamento com AC/Mirabegron para BHA pelo médico assistente; história de radioterapia pélvica; história de carcinoma da bexiga; resíduo pós-miccional > 200 mL; incontinência urinária de esforço clinicamente significativa; síndrome da dor pélvica crónica; malformações congénitas do trato urinário; história de cirurgia vesical; história de cirurgia de sling médio-uretral ou cirurgia prostática; e insuficiência renal crónica em diálise. A ABu foi determinada através do Drug Burden Index (DBI). O estudo foi aprovado pela comissão de ética da nossa instituição. Resultados: Durante o período do estudo, 102 doentes virgens de tratamento com BHA foram referenciados para a nossa consulta externa. A idade média foi de 62,36 ± 15,05 anos, e 82,4% dos doentes eram mulheres. A BHA húmida foi o fenótipo mais frequente, com 74,5% dos doentes a relatarem incontinência de urgência, utilizando em média 2,78 ± 1,56 pensos por dia. Fármacos AC foram o tratamento inicial em 98% dos casos. A mediana (intervalo) do DBI foi 0,09 (0-3,07). Os fármacos AC foram a terapêutica mais frequentemente prescrita em todos os grupos de DBI (0; 0-1; >1). Na consulta de seguimento, 61,5% dos doentes referiram melhoria dos sintomas com a terapêutica prescrita. No grupo de doentes com DBI de 0, 77,1% relataram melhoria após a terapêutica com AC; naqueles com DBI entre 0 e 1, 52% apresentaram melhoria; e no grupo com DBI >1, apenas 25,9% relataram melhoria após a terapêutica com AC. O DBI foi significativamente mais elevado no grupo de doentes que não relataram melhoria após a terapêutica, em comparação com aqueles que relataram melhoria. Este resultado foi confirmado através de um modelo de regressão logística binária. Conclusão: Os urologistas continuam a não considerar a ABu no tratamento da BHA, uma vez que os fármacos AC foram os mais prescritos independentemente do DBI. Doentes com maior ABu apresentaram piores desfechos terapêuticos, confirmando que a ABu é um fator determinante no sucesso da terapêutica com AC. Assim, os médicos deverão considerar alternativas terapêuticas que atuem em outras vias, como os agonistas do recetor beta-3 adrenérgico, neste grupo de doentes. |
| Subject: | Medicina clínica Clinical medicine |
| Scientific areas: | Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica Medical and Health sciences::Clinical medicine |
| TID identifier: | 204145376 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/167883 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| License: | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ |
| Appears in Collections: | FMUP - Dissertação |
Files in This Item:
| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| 732665.pdf Restricted Access | Does anticholinergic burden influence therapeutic success in treatment naïve overactive bladder patients? | 4.54 MB | Adobe PDF | View/Open |
This item is licensed under a Creative Commons License