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https://hdl.handle.net/10216/163465| Author(s): | Mariana Moreira Marcelino |
| Title: | O Papel dos Relacionamentos Amorosos no Encarceramento: Uma Revisão Narrativa. |
| Issue Date: | 2024-11-15 |
| Abstract: | The population of inmates has been growing and the study of them has stood out in the field of psychology since the late 1990s (Comfort, 2007), when the rate of incarceration reached unprecedented proportions (Comfort, 2007). However, only recently have romantic relationships been analysed in the prison context, even though the scarce literature highlights the importance of romantic relationships, as they seem to be a great source of emotional support, mental well-being and hope in the face of the difficulties faced by imprisoned men and women, as well as contributing to their successful re-entry into society. With this work we intend to delve deeper into this subject by carrying out a narrative review of how research has studied love relationships in a context in which people live, characterised by forced separations and a lack of resources, and, also what means and resources couples use to (re)build and/or maintain emotional ties. To this end, we analysed articles from 2015, which addressed both the perspective of prisoners and the perspective of their partners. The main results show that imprisonment adds pressure and solidifies pre-existing tensions in relationships, which may lead them to end. In other cases, paradoxically, imprisonment becomes an opportunity to maintain and even build relationships. Prisoners and their partners use the means of contact provided by the prison system (letters, visits and phone calls) to negotiate their relationships and expand their capacity to fulfil their romantic roles, challenging the concepts of physical separation. The negative effects of incarceration seem to extend beyond prison, primarily impacting the partners, who despite not having been convicted, suffer from a parallel sentence, demarcated by feelings of loneliness, isolation, stress and stigma. The literature review also addresses the limitations of research in this field, namely the fact that studies have small samples, a lack of longitudinal studies and little focus on LGBT+ relationships, as well as methodologies that delve into the impact of romantic relationships on the long-term behaviour of incarcerated individuals and the role of institutional support systems in maintaining romantic ties. Keywords: prison, inmates, romantic relationships, emotional relationships, rehabilitation, recidivism. |
| Description: | A população de pessoas reclusas tem vindo a aumentar e o estudo sobre a mesma destaca-se, no domínio da Psicologia, desde o final da década de 90 (Comfort, 2007), quando a taxa de reclusos atingiu proporções sem precedentes (Comfort, 2007). Contudo, apenas recentemente as relações amorosas tem sido alvo de análise no contexto prisional, ainda que, a escassa literatura destaque a relevância das relações românticas, pois, parecem ser uma grande fonte de suporte emocional, bem-estar mental e esperança perante as dificuldades enfrentadas por homens e mulheres aprisionados, além de contribuir para a sua reentrada bem-sucedida na sociedade. Pretendemos com este trabalho aprofundar esta temática realizando uma revisão narrativa em torno do modo como a investigação tem estudado os relacionamentos amorosos num contexto em que as pessoas vivem, caracterizado por separações forçadas e falta de recursos, e, ainda, quais os meios e recursos que os casais utilizam para (re)construir e/ou manter os laços afetivos. Para tal, analisamos artigos desde o ano de 2015, que abordassem ora a perspetiva dos reclusos, ora a perspetiva dos parceiros. Os principais resultados revelam que o encarceramento acrescenta pressão e solidifica tensões pré-existentes nos relacionamentos, que podem colmatar no término dos mesmos. Noutros casos, paradoxalmente, o encarceramento torna-se numa oportunidade para manter e até construir os relacionamentos. Os reclusos e os seus parceiros utilizam os meios de contacto providenciados para sistema prisional (cartas, visitas e chamadas telefónicas) para negociar as suas relações e expandir a capacidade de cumprir os seus papeis românticos, desafiando os conceitos da separação física. Os efeitos negativos do encarceramento parecem estender-se para lá da prisão, impactando primordialmente os parceiros, que apesar de não terem sido condenados, sofrem com uma sentença paralela, demarcada por sentimentos de solidão, isolamento, stress e estigma. A análise da literatura aborda ainda as limitações na investigação neste domínio, nomeadamente o facto de os estudos terem amostras pequenas, falta de estudos longitudinais e pouco foco em relacionamentos LGBT+, bem como metodologias que aprofundem o impacto dos relacionamentos amorosos no comportamento dos indivíduos encarcerados a longo prazo e o papel dos sistemas de suporte institucionais na manutenção dos laços românticos. Palavras-chave: prisão, reclusos, relações românticas, relações afetivas, reabilitação, reincidência. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/40c8-fe29 |
| TID identifier: | 203920570 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/163465 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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