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https://hdl.handle.net/10216/148452| Author(s): | Henrique Sousa Pedro |
| Title: | Trajetos de consumo de drogas e experiências prisionais |
| Issue Date: | 2012-10-26 |
| Description: | É evidente pelos números encontrados em diversos estudos que a maior parte da população reclusa já contactou de alguma forma com substâncias psicotrópicas (Negreiros, 1997; Fernandes, 2009; Torres, Maciel, Sousa & Cruz, 2009). O estudo proposto insere-se num esforço de compreensão das dinâmicas do consumo de estupefacientes dentro do contexto de um estabelecimento prisional. Como tal comparou-se este mesmo contexto com os contextos de vida fora da prisão na tentativa de encontrar possíveis semelhanças e diferenças. Procedeu-se a uma metodologia de investigação qualitativa, com a realização de diversas entrevistas semiestruturadas a sujeitos com uma história de consumo em meio livre e prisional. O objetivo foi recolha dos relatos das suas experiencias vividas neste campo, procedendo-se a métodos de análise de conteúdo. Foi relatado pelos sujeitos, que apesar de consumirem as mesmas substâncias que no exterior, a quantidade a que acedem é marcadamente menor, e que a qualidade do produto é notoriamente inferior, devido às substâncias de corte ao qual as substâncias destinadas para consumo dentro da prisão estão sujeitas. As maiores problemáticas evocadas pelos sujeitos são referentes à economia prisional das drogas, levando inevitavelmente a conflitos com os traficantes no interior da cadeia, devido aos juros consecutivos associados com a falha dos pagamentos. O suicídio em meio prisional aparece como uma questão diretamente relacionada com as dívidas contraídas. As motivações para o consumo atrás das grades, segundo os reclusos, relacionam-se com a necessidade de passagem do tempo ou abstração dos problemas familiares ou penitenciários, um instrumento de coping para com o cumprimento da pena. A outra grande motivação relaciona-se com a manutenção do estado de toxicodependência, trazida do meio exterior. Em abordagens futuras, poderá ser pertinente incluir outros atores prisionais, tais como guardas, técnicos ou médicos, obtendo-se uma maior plenitude de perspetivas acerca deste fenómeno. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/148452 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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