Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/148452
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dc.creatorHenrique Sousa Pedro
dc.date.accessioned2025-08-11T23:08:46Z-
dc.date.available2025-08-11T23:08:46Z-
dc.date.issued2012-10-26
dc.date.submitted2023-03-22
dc.identifier.othersigarra:615440
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/148452-
dc.descriptionÉ evidente pelos números encontrados em diversos estudos que a maior parte da população reclusa já contactou de alguma forma com substâncias psicotrópicas (Negreiros, 1997; Fernandes, 2009; Torres, Maciel, Sousa & Cruz, 2009). O estudo proposto insere-se num esforço de compreensão das dinâmicas do consumo de estupefacientes dentro do contexto de um estabelecimento prisional. Como tal comparou-se este mesmo contexto com os contextos de vida fora da prisão na tentativa de encontrar possíveis semelhanças e diferenças. Procedeu-se a uma metodologia de investigação qualitativa, com a realização de diversas entrevistas semiestruturadas a sujeitos com uma história de consumo em meio livre e prisional. O objetivo foi recolha dos relatos das suas experiencias vividas neste campo, procedendo-se a métodos de análise de conteúdo. Foi relatado pelos sujeitos, que apesar de consumirem as mesmas substâncias que no exterior, a quantidade a que acedem é marcadamente menor, e que a qualidade do produto é notoriamente inferior, devido às substâncias de corte ao qual as substâncias destinadas para consumo dentro da prisão estão sujeitas. As maiores problemáticas evocadas pelos sujeitos são referentes à economia prisional das drogas, levando inevitavelmente a conflitos com os traficantes no interior da cadeia, devido aos juros consecutivos associados com a falha dos pagamentos. O suicídio em meio prisional aparece como uma questão diretamente relacionada com as dívidas contraídas. As motivações para o consumo atrás das grades, segundo os reclusos, relacionam-se com a necessidade de passagem do tempo ou abstração dos problemas familiares ou penitenciários, um instrumento de coping para com o cumprimento da pena. A outra grande motivação relaciona-se com a manutenção do estado de toxicodependência, trazida do meio exterior. Em abordagens futuras, poderá ser pertinente incluir outros atores prisionais, tais como guardas, técnicos ou médicos, obtendo-se uma maior plenitude de perspetivas acerca deste fenómeno.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleTrajetos de consumo de drogas e experiências prisionais
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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