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https://hdl.handle.net/10216/145399| Author(s): | Bruna Ribeiro dos Santos |
| Title: | A voz do adolescente: a escola como ambiente para a literacia e a promoção do diálogo em saúde mental |
| Issue Date: | 2022-11-16 |
| Description: | A adolescência abrange uma fase no ciclo vital do desenvolvimento humano fundamental, a qual circunscreve-se a ocorrência de intensas modificações físicas e psíquicas. Uma em cada sete crianças e adolescentes de 10 a 19 anos sofre de transtorno mental no mundo e, no Brasil, estima-se que quase uma em cada seis meninas e meninos, nessa faixa etária, vivem com algum transtorno mental. A promoção da saúde mental nas escolas torna-se crucial para impulsionar a saúde e bem-estar dos adolescentes, além de promover a participação de professores, pais e comunidade, no objetivo de construir uma rede multinível e interdisciplinar, empoderando os adolescentes sobre sua saúde mental e a ser voz de sua própria trajetória. Este estudo tem por objetivo compreender, na perspectiva dos adolescentes, se a escola é um ambiente propício para a literacia em saúde mental e compreender, também sob a mesma perspectiva, se a escola é um ambiente em que os adolescentes encontram liberdade e segurança para falar sobre a sua saúde mental. A amostra foi não probabilística, com adolescentes de 15 a 17 anos, e estudantes de escolas públicas e residentes da cidade de São Paulo, com recurso a grupos focais como técnica de recolha de dados, e norteados por um guião semi-estruturado. Participaram de forma voluntária 12 adolescentes, sendo 8 do gênero feminino, 8 estudantes do 9º ano do ensino fundamental e 4 do ensino médio. Os resultados revelaram os diversos desafios encontrados pelos adolescentes em falarem sobre a sua saúde mental, com os educadores no ambiente escolar, sendo a liberdade em expor suas emoções e a confiabilidade das informações compartilhadas as barreiras mais importantes para se perceber o hiato existente e a necessidade em se construir um diálogo em saúde mental. Os adolescentes, em sua maioria, apontam a importância da literacia em saúde mental nas escolas, como ferramenta para o rompimento de estigmas e reforçam a criação de espaços que possibilitem uma escuta atenta sobre as necessidades que ocorrem em seu cotidiano, trazendo ao centro do debate a presença de um profissional externo da realidade ali vivida como forma de fortalecer a liberdade e a confiança. Este estudo traz à tona a necessidade de construir um diálogo amplo sobre o papel da escola na saúde mental dos adolescentes, encorajando a construção de políticas públicas que coloquem a voz do adolescente como pilar central e emancipador para a transformação da realidade, prevendo o exercício da cidadania e o protagonista diante da própria vida. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/5y0n-eq11 |
| TID identifier: | 203103270 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/145399 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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| 591564.pdf | A voz do adolescente: a escola como ambiente para a literacia e a promoção do diálogo em saúde mental | 409.14 kB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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