Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/145399
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dc.creatorBruna Ribeiro dos Santos
dc.date.accessioned2025-11-07T13:28:53Z-
dc.date.available2025-11-07T13:28:53Z-
dc.date.issued2022-11-16
dc.date.submitted2022-12-06
dc.identifier.othersigarra:591564
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/145399-
dc.descriptionA adolescência abrange uma fase no ciclo vital do desenvolvimento humano fundamental, a qual circunscreve-se a ocorrência de intensas modificações físicas e psíquicas. Uma em cada sete crianças e adolescentes de 10 a 19 anos sofre de transtorno mental no mundo e, no Brasil, estima-se que quase uma em cada seis meninas e meninos, nessa faixa etária, vivem com algum transtorno mental. A promoção da saúde mental nas escolas torna-se crucial para impulsionar a saúde e bem-estar dos adolescentes, além de promover a participação de professores, pais e comunidade, no objetivo de construir uma rede multinível e interdisciplinar, empoderando os adolescentes sobre sua saúde mental e a ser voz de sua própria trajetória. Este estudo tem por objetivo compreender, na perspectiva dos adolescentes, se a escola é um ambiente propício para a literacia em saúde mental e compreender, também sob a mesma perspectiva, se a escola é um ambiente em que os adolescentes encontram liberdade e segurança para falar sobre a sua saúde mental. A amostra foi não probabilística, com adolescentes de 15 a 17 anos, e estudantes de escolas públicas e residentes da cidade de São Paulo, com recurso a grupos focais como técnica de recolha de dados, e norteados por um guião semi-estruturado. Participaram de forma voluntária 12 adolescentes, sendo 8 do gênero feminino, 8 estudantes do 9º ano do ensino fundamental e 4 do ensino médio. Os resultados revelaram os diversos desafios encontrados pelos adolescentes em falarem sobre a sua saúde mental, com os educadores no ambiente escolar, sendo a liberdade em expor suas emoções e a confiabilidade das informações compartilhadas as barreiras mais importantes para se perceber o hiato existente e a necessidade em se construir um diálogo em saúde mental. Os adolescentes, em sua maioria, apontam a importância da literacia em saúde mental nas escolas, como ferramenta para o rompimento de estigmas e reforçam a criação de espaços que possibilitem uma escuta atenta sobre as necessidades que ocorrem em seu cotidiano, trazendo ao centro do debate a presença de um profissional externo da realidade ali vivida como forma de fortalecer a liberdade e a confiança. Este estudo traz à tona a necessidade de construir um diálogo amplo sobre o papel da escola na saúde mental dos adolescentes, encorajando a construção de políticas públicas que coloquem a voz do adolescente como pilar central e emancipador para a transformação da realidade, prevendo o exercício da cidadania e o protagonista diante da própria vida.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleA voz do adolescente: a escola como ambiente para a literacia e a promoção do diálogo em saúde mental
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/5y0n-eq11
dc.identifier.tid203103270
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado em Temas de Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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