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https://hdl.handle.net/10216/145370| Author(s): | Inês de Sampaio Fontes Resende da Cunha |
| Title: | Homicídio ou tentativa de homicídio conjugal: dinâmicas relacionais prévias, motivações e perceções do ofensor após a prática do crime |
| Issue Date: | 2022-11-17 |
| Description: | Os crimes de violência doméstica e, dentro destes, os homicídios em contexto de violência doméstica têm mantido, nas últimas décadas, valores muito elevados em Portugal. Entre 2018 e 2022, de acordo com os Relatórios Anuais de Segurança Interna e os dados das principais associações de apoio a vítimas, a violência doméstica manteve elevada expressividade, estando no topo das categorias criminais mais reportadas. Sendo a associação entre a violência doméstica e o homicídio conjugal bem sustentada pela literatura (Gnisci & Pace, 2016; Spencer & Stith, 2018), com a primeira a surgir como fator de risco central para o segundo, e tendo em conta as elevadas prevalências acima referidas, entendemos que seria importante contribuir para o aprofundamento do conhecimento sobre o homicídio e a tentativa de homicídio conjugal em Portugal, tendo em conta as dinâmicas relacionais associadas e o ponto de vista e motivações daqueles que o cometem. O objetivo central do nosso estudo foi, então, o de compreender as dinâmicas gerais que envolvem o crime de homicídio conjugal, consumado ou tentado, e as principais motivações de quem o pratica. Para tal, e com recurso a entrevistas semiestruturadas realizadas junto de um grupo de 10 homens condenados por este tipo de crime, tentou-se compreender, entre outros aspetos, quais as dinâmicas relacionais prévias ao ato (onde pudemos analisar, entre outros, fatores de risco existentes), as motivações para o crime e as perceções do seu autor, após a prática do ato. Concluiu-se que os fatores de risco com maior expressividade são a existência de discussões e o agravamento de discussões, seguindo-se, a descoberta ou a suspeita de traição. Quanto às motivações para o ato, elas revelam-se fortemente emocionais, dominando o ciúme e o receio de perda da /abandono pela companheira, e a raiva. Finalmente, no que concerne às perceções e cognições, pudemos concluir que metade dos participantes tem consciência da gravidade dos seus atos, mas que muitos destes adotam estratégias de racionalização, minimização ou negação da responsabilidade, atribuindo os seus atos a fatores externos a si. A maioria dos participantes, considerou, contudo, a pena judicial aplicada justa. Por fim, quis-se compreender quais foram as emoções mais comummente experienciadas pelos participantes após a prática do crime. Concluiu-se que o choque e a culpa foram as mais enumeradas. Verificou-se, contudo, uma elevada dificuldade dos sujeitos na identificação destas emoções. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/ydh2-by74 |
| TID identifier: | 203104293 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/145370 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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