Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/145370
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Campo DCValorIdioma
dc.creatorInês de Sampaio Fontes Resende da Cunha
dc.date.accessioned2025-11-05T16:08:50Z-
dc.date.available2025-11-05T16:08:50Z-
dc.date.issued2022-11-17
dc.date.submitted2025-03-06
dc.identifier.othersigarra:591592
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/145370-
dc.descriptionOs crimes de violência doméstica e, dentro destes, os homicídios em contexto de violência doméstica têm mantido, nas últimas décadas, valores muito elevados em Portugal. Entre 2018 e 2022, de acordo com os Relatórios Anuais de Segurança Interna e os dados das principais associações de apoio a vítimas, a violência doméstica manteve elevada expressividade, estando no topo das categorias criminais mais reportadas. Sendo a associação entre a violência doméstica e o homicídio conjugal bem sustentada pela literatura (Gnisci & Pace, 2016; Spencer & Stith, 2018), com a primeira a surgir como fator de risco central para o segundo, e tendo em conta as elevadas prevalências acima referidas, entendemos que seria importante contribuir para o aprofundamento do conhecimento sobre o homicídio e a tentativa de homicídio conjugal em Portugal, tendo em conta as dinâmicas relacionais associadas e o ponto de vista e motivações daqueles que o cometem. O objetivo central do nosso estudo foi, então, o de compreender as dinâmicas gerais que envolvem o crime de homicídio conjugal, consumado ou tentado, e as principais motivações de quem o pratica. Para tal, e com recurso a entrevistas semiestruturadas realizadas junto de um grupo de 10 homens condenados por este tipo de crime, tentou-se compreender, entre outros aspetos, quais as dinâmicas relacionais prévias ao ato (onde pudemos analisar, entre outros, fatores de risco existentes), as motivações para o crime e as perceções do seu autor, após a prática do ato. Concluiu-se que os fatores de risco com maior expressividade são a existência de discussões e o agravamento de discussões, seguindo-se, a descoberta ou a suspeita de traição. Quanto às motivações para o ato, elas revelam-se fortemente emocionais, dominando o ciúme e o receio de perda da /abandono pela companheira, e a raiva. Finalmente, no que concerne às perceções e cognições, pudemos concluir que metade dos participantes tem consciência da gravidade dos seus atos, mas que muitos destes adotam estratégias de racionalização, minimização ou negação da responsabilidade, atribuindo os seus atos a fatores externos a si. A maioria dos participantes, considerou, contudo, a pena judicial aplicada justa. Por fim, quis-se compreender quais foram as emoções mais comummente experienciadas pelos participantes após a prática do crime. Concluiu-se que o choque e a culpa foram as mais enumeradas. Verificou-se, contudo, uma elevada dificuldade dos sujeitos na identificação destas emoções.
dc.language.isopor
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleHomicídio ou tentativa de homicídio conjugal: dinâmicas relacionais prévias, motivações e perceções do ofensor após a prática do crime
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/ydh2-by74
dc.identifier.tid203104293
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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