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https://hdl.handle.net/10216/138160| Author(s): | Rita Arteiro Romero Antelo |
| Title: | A trajetória de um eu corporal diverso: estudo de caso sobre a experiência subjetiva do corpo no consumo de drogas |
| Issue Date: | 2021-11-26 |
| Description: | O corpo constitui, atualmente, o âmago de uma nova teoria social, vendo, cada vez mais, reconhecido o seu caráter consciente, experiencial e atuante. Sabe-se, hoje, que a experiência corporal assenta, por um lado, no modo como o sujeito sente e governa o seu próprio corpo e, por outro lado, num conjunto de valores e práticas que visam moldar a forma como é sentida, conversada e expressa na cena social. Neste sentido, o consumo de drogas surge como um fenómeno que, pertencendo simultaneamente à ordem material e simbólica, desafia, além dos limites físicos, os limites impostos pela vida social. No presente estudo de caso, procurámos explorar a experiência subjetiva do corpo consumidor de drogas, ao longo de uma trajetória (des)contínua, atentando à influência, quer das substâncias, quer das instâncias normalizadoras. Adotando uma metodologia qualitativa, recorremos ao método das histórias de vida, que, através da realização de entrevistas em profundidade, possibilitou o acesso a um relato de experiência, tal como foi vivido e sentido pelo seu próprio ator. Os dados qualitativos foram, ainda, complementados com a aplicação de duas escalas de imagem corporal, a BAS-2 e a BRS. Demos conta de um eu corporal simultaneamente uno e diverso, que, ao longo de três fases específicas da trajetória de consumo, revelou diferentes modos de descrever, interpretar e conhecer o corpo: (1) Corpo firme; (2) Corpo débil; (3) Corpo envelhecido. Evocando motivos e sensações distintas, cada corpo refletiu a complexidade do impacto da droga na experiência corporal, ao mesmo tempo que conduziu a uma atribuição de diferentes significados à droga, em torno dos quais o participante inaugurou diferentes imagens de si próprio. O corpo foi, ainda, definido em termos de um objeto (um ter) e um sujeito (um ser), considerando os contextos e as expectativas nele depositadas. Concluímos que uma imagem negativa de si, traduzida num sentimento de inferioridade e de estranheza de si e do mundo, impacta, em larga medida, a experiência subjetiva do corpo consumidor de drogas. Neste contexto, constatámos que a aparência e a funcionalidade do corpo emergem como traços de um acrescido valor corporal, tornando-se fundamental um trabalho de recuperação da autoestima e de um sentimento de identidade que, pelos avanços e recuos da trajetória pessoal, acabam por desvanecer. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/9rsk-kk88 |
| TID identifier: | 202810410 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/138160 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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| 517989.pdf | A trajetória de um eu corporal diverso: estudo de caso sobre a experiência subjetiva do corpo no consumo de drogas | 574.22 kB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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