Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/138160
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dc.creatorRita Arteiro Romero Antelo
dc.date.accessioned2025-11-09T20:00:48Z-
dc.date.available2025-11-09T20:00:48Z-
dc.date.issued2021-11-26
dc.date.submitted2021-10-28
dc.identifier.othersigarra:517989
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/138160-
dc.descriptionO corpo constitui, atualmente, o âmago de uma nova teoria social, vendo, cada vez mais, reconhecido o seu caráter consciente, experiencial e atuante. Sabe-se, hoje, que a experiência corporal assenta, por um lado, no modo como o sujeito sente e governa o seu próprio corpo e, por outro lado, num conjunto de valores e práticas que visam moldar a forma como é sentida, conversada e expressa na cena social. Neste sentido, o consumo de drogas surge como um fenómeno que, pertencendo simultaneamente à ordem material e simbólica, desafia, além dos limites físicos, os limites impostos pela vida social. No presente estudo de caso, procurámos explorar a experiência subjetiva do corpo consumidor de drogas, ao longo de uma trajetória (des)contínua, atentando à influência, quer das substâncias, quer das instâncias normalizadoras. Adotando uma metodologia qualitativa, recorremos ao método das histórias de vida, que, através da realização de entrevistas em profundidade, possibilitou o acesso a um relato de experiência, tal como foi vivido e sentido pelo seu próprio ator. Os dados qualitativos foram, ainda, complementados com a aplicação de duas escalas de imagem corporal, a BAS-2 e a BRS. Demos conta de um eu corporal simultaneamente uno e diverso, que, ao longo de três fases específicas da trajetória de consumo, revelou diferentes modos de descrever, interpretar e conhecer o corpo: (1) Corpo firme; (2) Corpo débil; (3) Corpo envelhecido. Evocando motivos e sensações distintas, cada corpo refletiu a complexidade do impacto da droga na experiência corporal, ao mesmo tempo que conduziu a uma atribuição de diferentes significados à droga, em torno dos quais o participante inaugurou diferentes imagens de si próprio. O corpo foi, ainda, definido em termos de um objeto (um ter) e um sujeito (um ser), considerando os contextos e as expectativas nele depositadas. Concluímos que uma imagem negativa de si, traduzida num sentimento de inferioridade e de estranheza de si e do mundo, impacta, em larga medida, a experiência subjetiva do corpo consumidor de drogas. Neste contexto, constatámos que a aparência e a funcionalidade do corpo emergem como traços de um acrescido valor corporal, tornando-se fundamental um trabalho de recuperação da autoestima e de um sentimento de identidade que, pelos avanços e recuos da trajetória pessoal, acabam por desvanecer.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleA trajetória de um eu corporal diverso: estudo de caso sobre a experiência subjetiva do corpo no consumo de drogas
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/9rsk-kk88
dc.identifier.tid202810410
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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