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https://hdl.handle.net/10216/138131| Author(s): | Ana Rita Pimenta Batista |
| Title: | Esclerose múltipla: influência de fatores biopsicossociais na qualidade de vida |
| Issue Date: | 2021-11-19 |
| Description: | A esclerose múltipla é uma doença crónica desmielinizante, com crescente prevalência nos últimos anos, e que pode resultar em inúmeras incapacidades físicas e mudanças psicossociais. Considerando a literatura, a qualidade de vida deste grupo de pacientes é, comummente, afetada, sendo o principal objetivo da investigação estudar a influência de fatores biopsicossociais (sociodemográficos, clínicos e psicossociais) na sua perceção de qualidade de vida. A amostra foi constituída por um grupo clínico composto por 50 pacientes do sexo feminino com esclerose múltipla, e um grupo de controlo constituído por 50 participantes do sexo feminino sem doença e com características sociodemográficas semelhantes (idade e escolaridade). Ambos os grupos responderam a um questionário sociodemográfico e ao WHOQOL-BREF. Ao grupo clínico foi, ainda, administrado um questionário clínico, além da EADS-21, Brief-COPE e Meaning in Life Scale, com vista a avaliar as variáveis psicossociais. Os resultados comprovaram que a qualidade de vida dos pacientes com esclerose múltipla era inferior comparativamente aos participantes sem doença. No que diz respeito às variáveis sociodemográficas e clínicas, o aumento da idade, ter uma situação profissional não ativa, ter esclerose múltipla secundária progressiva, ter muitas crises desde o diagnóstico, uma recuperação parcial dessas crises, e apresentar alterações neurocognitivas foram aspetos que se mostraram associados a menor qualidade de vida. Ansiedade, depressão, stress, baixo sentido de vida, menor utilização de coping ativo e humor, assim como maior desinvestimento comportamental e uso de substâncias, foram as variáveis psicossociais que traduziram menor qualidade de vida percecionada pelos pacientes. De entre todas as variáveis analisadas, a idade, situação profissional, recuperação das crises, depressão, coping ativo e sentido de vida mostraram-se como preditores de pelo menos um dos domínios da qualidade de vida. Destaca-se o papel do sentido de vida, que foi a única variável preditora de todos os domínios. Em conclusão, estes fatores biopsicossociais devem ser tidos em consideração aquando de uma intervenção psicológica, salientando-se a redescoberta de um sentido de vida como essencial para uma melhor qualidade de vida. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/7xzg-aw81 |
| TID identifier: | 202810348 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/138131 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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