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https://hdl.handle.net/10216/137754| Author(s): | Jéssica Cristina Mendes dos Santos |
| Title: | Um refúgio ou uma prisão: a medicalização na voz de ex-reclusos |
| Issue Date: | 2021-11-15 |
| Description: | A presente pesquisa propôs-se a abordar o fenómeno da medicalização. Uma extensão médica ao sofrimento dito normal para que os indivíduos mantenham a sua capacidade de trabalho e produtividade. O aperfeiçoamento e adestramento dos corpos à vontade do que são os padrões considerados normais pela sociedade em que o indivíduo se insere. Para isso definiu- se como objetivo desta pesquisa perceber como figuram as formas de gestão do bem-estar e do sofrimento psicológico através da medicalização no meio prisional. Sendo o contexto prisional um local de rotura com o exterior e podendo ser entendido como um local de contenção física para os que violaram as normas da sociedade, faz sentido explorar de que forma a medicalização chega até aqui. Por forma a captar as vivências dos indivíduos optou-se por uma metodologia qualitativa onde nos regemos por um paradigma fenomenológico. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas que permitiram recolher dados relevantes para o estudo. No total foram entrevistados 7 participantes, sendo 6 deles do sexo masculino e 1 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 21 anos e os 50 anos. Foi possível verificar que o fenómeno da medicalização está presente no contexto prisional, principalmente como recurso para lidar com o sofrimento associado à condição de reclusão. Percebeu-se que não existem recursos humanos suficientes nem com as competências necessárias para ajudar a lidar com o sofrimento dos indivíduos encarcerados, pelo que a solução que os reclusos encontram passa por consumir medicamentos que os entorpecem mentalmente para se abstraírem do meio em que estão. Esta solução é vantajosa para os guardas prisionais e para a gestão do serviço prisional, uma vez que estando num estado de entorpecimento não provocam conflitos e não representam uma força de oposição. Esta pesquisa mostra a necessidade de dar formação ao corpo de guardas prisionais para que sejam mais atentos ao sofrimento dos reclusos e de aumentar o número de profissionais de saúde mental para que possa ser dada uma resposta adequada e em tempo útil aos reclusos. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/rzty-3984 |
| TID identifier: | 202802612 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/137754 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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| 514923.pdf | Um refúgio ou uma prisão: a medicalização na voz de ex-reclusos | 489.83 kB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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