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https://hdl.handle.net/10216/137754Full metadata record
| DC Field | Value | Language |
|---|---|---|
| dc.creator | Jéssica Cristina Mendes dos Santos | |
| dc.date.accessioned | 2025-11-10T06:08:20Z | - |
| dc.date.available | 2025-11-10T06:08:20Z | - |
| dc.date.issued | 2021-11-15 | |
| dc.date.submitted | 2021-12-02 | |
| dc.identifier.other | sigarra:514923 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/10216/137754 | - |
| dc.description | A presente pesquisa propôs-se a abordar o fenómeno da medicalização. Uma extensão médica ao sofrimento dito normal para que os indivíduos mantenham a sua capacidade de trabalho e produtividade. O aperfeiçoamento e adestramento dos corpos à vontade do que são os padrões considerados normais pela sociedade em que o indivíduo se insere. Para isso definiu- se como objetivo desta pesquisa perceber como figuram as formas de gestão do bem-estar e do sofrimento psicológico através da medicalização no meio prisional. Sendo o contexto prisional um local de rotura com o exterior e podendo ser entendido como um local de contenção física para os que violaram as normas da sociedade, faz sentido explorar de que forma a medicalização chega até aqui. Por forma a captar as vivências dos indivíduos optou-se por uma metodologia qualitativa onde nos regemos por um paradigma fenomenológico. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas que permitiram recolher dados relevantes para o estudo. No total foram entrevistados 7 participantes, sendo 6 deles do sexo masculino e 1 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 21 anos e os 50 anos. Foi possível verificar que o fenómeno da medicalização está presente no contexto prisional, principalmente como recurso para lidar com o sofrimento associado à condição de reclusão. Percebeu-se que não existem recursos humanos suficientes nem com as competências necessárias para ajudar a lidar com o sofrimento dos indivíduos encarcerados, pelo que a solução que os reclusos encontram passa por consumir medicamentos que os entorpecem mentalmente para se abstraírem do meio em que estão. Esta solução é vantajosa para os guardas prisionais e para a gestão do serviço prisional, uma vez que estando num estado de entorpecimento não provocam conflitos e não representam uma força de oposição. Esta pesquisa mostra a necessidade de dar formação ao corpo de guardas prisionais para que sejam mais atentos ao sofrimento dos reclusos e de aumentar o número de profissionais de saúde mental para que possa ser dada uma resposta adequada e em tempo útil aos reclusos. | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.rights | openAccess | |
| dc.subject | Psicologia | |
| dc.subject | Psychology | |
| dc.title | Um refúgio ou uma prisão: a medicalização na voz de ex-reclusos | |
| dc.type | Dissertação | |
| dc.contributor.uporto | Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação | |
| dc.identifier.doi | 10.34626/rzty-3984 | |
| dc.identifier.tid | 202802612 | |
| dc.subject.fos | Ciências sociais::Psicologia | |
| dc.subject.fos | Social sciences::Psychology | |
| thesis.degree.discipline | Mestrado Integrado em Psicologia | |
| thesis.degree.grantor | Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação | |
| thesis.degree.grantor | Universidade do Porto | |
| thesis.degree.level | 1 | |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação | |
Files in This Item:
| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| 514923.pdf | Um refúgio ou uma prisão: a medicalização na voz de ex-reclusos | 489.83 kB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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