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https://hdl.handle.net/10216/134773| Author(s): | Sara Nunes Teixeira |
| Title: | Stress e resiliência nos enfermeiros: um estudo comparativo entre Portugal e Alemanha |
| Issue Date: | 2021-07-21 |
| Description: | A profissão dos enfermeiros enfrenta novos problemas e desafios recorrentemente, sendo esperado que estejam preparados, equilibrados e praticamente isentos de falhas ao trabalharem com vidas humanas. No entanto, a pressão diária a que estes profissionais estão sujeitos pode ter impactos negativos na sua saúde psicológica. Face aos stressores associados à sua rotina diária, pré e durante a pandemia da COVID-19, é fulcral saber como ultrapassar as adversidades sem adoecer psicologicamente. A resiliência é um fator protetor pois ajuda a resistir ao stress, a suportar a pressão em situações adversas e a desenvolver estratégias facilitadoras na superação de experiências negativas. Este estudo teve como objetivos identificar e comparar os níveis de stress e resiliência entre enfermeiros portugueses e alemães, bem como analisar a sua inter-relação e verificar se variam em função de características sociodemográficas e laborais. Os dados foram recolhidos online através do método bola de neve, tendo sido aplicado um breve questionário de caracterização sociodemográfica/laboral, a Nursing Stress Scale (NSS) e a Resilience Scale (RS). Participaram de forma anónima e voluntária, 744 enfermeiros, sendo 426 portugueses e 318 alemães. Os resultados mostram que Portugal tem níveis mais elevados de stress e, embora a amostra total apresente níveis moderados de resiliência (56%), a Alemanha apresenta maior predomínio de resiliência moderada e elevada. Em Portugal encontrou-se mais stress em enfermeiras mulheres, sem filhos, com especialidade e vínculo precário. Na Alemanha, os enfermeiros mais afetados estão a trabalhar em turnos rotativos, sem filhos, não casados, sem especialidade, com vínculo precário e a trabalhar em hospitais. Enfermeiros a trabalhar em turnos fixos são mais resilientes. Verificou-se também que, nos dois países, o stress diminui com a idade e anos de serviço. A análise de regressão na amostra total revelou que o stress resultante do Ambiente Físico é explicado em 3,7% pelas variáveis individuais e em 3% pela Resiliência, o mesmo acontecendo respetivamente para o Ambiente Psicológico (3,3% e 1,5%) e Ambiente Social (2,7% e 2,3%). Os níveis moderados de stress mostram a necessidade de atuar na sua prevenção, recorrendo a estratégias a nível organizacional capazes de potencializar a resiliência para promover o bem-estar psicológico destes profissionais, tornando possível aos enfermeiros trabalhar de forma digna e reduzindo o peso emocional a que estão sujeitos diariamente. Além disso, revelam a necessidade de se atender ao contexto cultural pois podem existir padrões diferenciados nos níveis de resiliência e de stress. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/394c-rf48 |
| TID identifier: | 202814114 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/134773 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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