Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/134773
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dc.creatorSara Nunes Teixeira
dc.date.accessioned2025-11-07T05:03:29Z-
dc.date.available2025-11-07T05:03:29Z-
dc.date.issued2021-07-21
dc.date.submitted2021-12-03
dc.identifier.othersigarra:482366
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/134773-
dc.descriptionA profissão dos enfermeiros enfrenta novos problemas e desafios recorrentemente, sendo esperado que estejam preparados, equilibrados e praticamente isentos de falhas ao trabalharem com vidas humanas. No entanto, a pressão diária a que estes profissionais estão sujeitos pode ter impactos negativos na sua saúde psicológica. Face aos stressores associados à sua rotina diária, pré e durante a pandemia da COVID-19, é fulcral saber como ultrapassar as adversidades sem adoecer psicologicamente. A resiliência é um fator protetor pois ajuda a resistir ao stress, a suportar a pressão em situações adversas e a desenvolver estratégias facilitadoras na superação de experiências negativas. Este estudo teve como objetivos identificar e comparar os níveis de stress e resiliência entre enfermeiros portugueses e alemães, bem como analisar a sua inter-relação e verificar se variam em função de características sociodemográficas e laborais. Os dados foram recolhidos online através do método bola de neve, tendo sido aplicado um breve questionário de caracterização sociodemográfica/laboral, a Nursing Stress Scale (NSS) e a Resilience Scale (RS). Participaram de forma anónima e voluntária, 744 enfermeiros, sendo 426 portugueses e 318 alemães. Os resultados mostram que Portugal tem níveis mais elevados de stress e, embora a amostra total apresente níveis moderados de resiliência (56%), a Alemanha apresenta maior predomínio de resiliência moderada e elevada. Em Portugal encontrou-se mais stress em enfermeiras mulheres, sem filhos, com especialidade e vínculo precário. Na Alemanha, os enfermeiros mais afetados estão a trabalhar em turnos rotativos, sem filhos, não casados, sem especialidade, com vínculo precário e a trabalhar em hospitais. Enfermeiros a trabalhar em turnos fixos são mais resilientes. Verificou-se também que, nos dois países, o stress diminui com a idade e anos de serviço. A análise de regressão na amostra total revelou que o stress resultante do Ambiente Físico é explicado em 3,7% pelas variáveis individuais e em 3% pela Resiliência, o mesmo acontecendo respetivamente para o Ambiente Psicológico (3,3% e 1,5%) e Ambiente Social (2,7% e 2,3%). Os níveis moderados de stress mostram a necessidade de atuar na sua prevenção, recorrendo a estratégias a nível organizacional capazes de potencializar a resiliência para promover o bem-estar psicológico destes profissionais, tornando possível aos enfermeiros trabalhar de forma digna e reduzindo o peso emocional a que estão sujeitos diariamente. Além disso, revelam a necessidade de se atender ao contexto cultural pois podem existir padrões diferenciados nos níveis de resiliência e de stress.
dc.language.isopor
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleStress e resiliência nos enfermeiros: um estudo comparativo entre Portugal e Alemanha
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/394c-rf48
dc.identifier.tid202814114
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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