Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/130728
Autor(es): Marcelo Rodrigues Oliveira
Título: Trabalhar na indústria metalúrgica e metalomecânica: um estudo sobre a perceção dos trabalhadores acerca dos riscos inerentes à atividade
Data de publicação: 2020-12-04
Descrição: Existe uma dimensão transversal a todas as atividades profissionais: o risco. Ao longo dos últimos anos, uma maior vigilância tem sido consagrada à avaliação dos riscos, e dos seus efeitos. Há riscos emergentes, porque as atividades profissionais evoluem, mas tal não significa que os riscos ditos mais "tradicionais" tenham sido eliminados. Pelo contrário, é cada vez mais comum a acumulação e interação entre diferentes tipos de fatores de risco, mais e menos conhecidos (Barros- Duarte & Cunha, 2012). A gestão do risco assume um papel importante na prevenção e combate aos riscos, contribuindo para uma diminuição dos acidentes, incidentes e doenças profissionais, cooperando também para o aumento da competitividade e produtividade das organizações (Ramos & Costa, 2016). Através da condução de um estudo do tipo descritivo e exploratório (Given, 2008), numa empresa do setor da metalurgia e metalomecânica - um dos setores com registo do maior número de acidentes de trabalho a nível nacional, pretendeu-se: (1) verificar quais os fatores de risco que os trabalhadores identificam e qual o grau de incómodo que lhes é atribuído; (2) analisar a relação entre a antiguidade na atividade e os fatores de risco percebidos; (3) identificar os impactos dos riscos na saúde dos trabalhadores; (4) contrastar os riscos identificados a partir do ponto de vista dos trabalhadores com os que são preconizados na matriz de riscos da empresa. Para isso, foi analisada a matriz de riscos da empresa e, paralelamente, foi aplicado o Inquérito Saúde e Trabalho (INSAT), junto de 70 trabalhadores, tendo em vista a discussão, posteriormente, sobre a perspetiva do perito em avaliação de riscos, face à perspetiva dos trabalhadores. Os resultados, obtidos através da análise estatística dos dados com recurso ao software IBM SPSS Statistics 24, indicam-nos que a exposição a poeiras/gases (n = 67, 95.71%) e a exposição a ruído nocivo/incómodo (n = 66, 94.29%) foram os fatores de risco mais evocados pelos trabalhadores, com registo também de valores elevados de incómodo máximo, (n = 21, 30.00%) e (n = 15, 21.43%), respetivamente. Não há variações entre a perspetiva dos trabalhadores mais jovens e dos trabalhadores mais velhos, com menos e mais antiguidade, respetivamente, em relação a estes fatores de risco. A matriz de riscos da empresa atribui uma menor gravidade a estes fatores e menor prioridade na intervenção, face a riscos mais graves, mas menos comuns. E, desta forma, os riscos mantêm-se. Poderá a responsabilidade pelos riscos tidos como menos graves ser minorada, e preconizada, afinal, a "adaptação" dos trabalhadores ao risco?
Assunto: Psicologia
Psychology
Áreas do conhecimento: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
DOI: 10.34626/4qay-c444
Identificador TID: 202554821
URI: https://hdl.handle.net/10216/130728
Tipo de Documento: Dissertação
Condições de Acesso: restrictedAccess
Aparece nas coleções:FPCEUP - Dissertação

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