Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/123876
Author(s): Ana Rita Fontinhas dos Santos Almeida
Title: Mas, eu tenho que aceitar, não é?: discursos sobre sexualidade de pessoas (cognitivamente) diversas
Issue Date: 2019-11-12
Description: Ao entender-se a sexualidade e a deficiência como conceitos construídos e produzidossocialmente, interessou, neste trabalho, explorar os seus processos de (re)construção.Paralelamente, revelou-se importante dar ênfase às teorias - mais especificamente a TeoriaCrip - que assumem uma perspetiva crítica relativamente aos processos de normalizaçãopresentes na nossa sociedade. Reconhecendo teoricamente estes processos e a formadiscriminatória como estas duas temáticas, ainda hoje, são abordadas e entendidas, tornou-se pertinente, para esta investigação, compreender, na primeira pessoa, o modo como a"norma" se estabelece e as implicações que esta tem na vida de cada um/a.Assim, foram realizadas entrevistas semiestruturadas a 10 pessoas com diversidadecognitiva, a fim de se explorar a forma como percecionam e vivenciam a (sua) sexualidadee, ainda, entender em que medida os contextos de vida influenciam essas perceções evivências. Para a sistematização dos dados recolhidos, recorreu-se à análise temáticaproposta por Braun e Clarke (2006), a partir da qual se identificaram quatro temas: (i)Binarismo capacidade vs incapacidade; (ii) (Re)produção das (im)possibilidades; (iii)Guiões normativos; e (iv) Percursos. Todos estes temas se sistematizam em torno de umorganizador central designado de Capacitismo, uma vez que todos eles elucidam a formacomo as vidas dos/as participantes - particularmente a dimensão da sexualidade -, sãoreguladas e limitadas através de processos de estigmatização e discriminação perante adiversidade cognitiva. Este trabalho finaliza com uma reflexão crítica sobre o cruzamento das duastemáticas - sexualidade e deficiência - conjugando-se os discursos analisados e ainvestigação explorada. É indispensável o reconhecimento do direito à sexualidade parapessoas com diversidade cognitiva. Revela-se, então, necessário o reforço de uma educaçãopara a sexualidade, holística e positiva, bem como garantir o acesso à vida intima e afetiva.É ainda de realçar a necessidade de uma mudança cultural quanto ao entendimento dadiversidade funcional, descentrando o rótulo constante de défice e potenciando vivênciasalém da "norma". Por fim, este trabalho de investigação reflete como é crucial compreendere reconhecer as necessidades, desejos e expectativas destas pessoas como igualmenteexistentes, merecedoras de visibilidade e verdadeira inclusão.
Subject: Psicologia
Psychology
Scientific areas: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
TID identifier: 202311406
URI: https://hdl.handle.net/10216/123876
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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