Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/123876
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dc.creatorAna Rita Fontinhas dos Santos Almeida
dc.date.accessioned2025-11-14T10:58:04Z-
dc.date.available2025-11-14T10:58:04Z-
dc.date.issued2019-11-12
dc.date.submitted2019-11-19
dc.identifier.othersigarra:365434
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/123876-
dc.descriptionAo entender-se a sexualidade e a deficiência como conceitos construídos e produzidos socialmente, interessou, neste trabalho, explorar os seus processos de (re)construção. Paralelamente, revelou-se importante dar ênfase às teorias - mais especificamente a Teoria Crip - que assumem uma perspetiva crítica relativamente aos processos de normalização presentes na nossa sociedade. Reconhecendo teoricamente estes processos e a forma discriminatória como estas duas temáticas, ainda hoje, são abordadas e entendidas, tornou- se pertinente, para esta investigação, compreender, na primeira pessoa, o modo como a "norma" se estabelece e as implicações que esta tem na vida de cada um/a. Assim, foram realizadas entrevistas semiestruturadas a 10 pessoas com diversidade cognitiva, a fim de se explorar a forma como percecionam e vivenciam a (sua) sexualidade e, ainda, entender em que medida os contextos de vida influenciam essas perceções e vivências. Para a sistematização dos dados recolhidos, recorreu-se à análise temática proposta por Braun e Clarke (2006), a partir da qual se identificaram quatro temas: (i) Binarismo capacidade vs incapacidade; (ii) (Re)produção das (im)possibilidades; (iii) Guiões normativos; e (iv) Percursos. Todos estes temas se sistematizam em torno de um organizador central designado de Capacitismo, uma vez que todos eles elucidam a forma como as vidas dos/as participantes - particularmente a dimensão da sexualidade -, são reguladas e limitadas através de processos de estigmatização e discriminação perante a diversidade cognitiva. Este trabalho finaliza com uma reflexão crítica sobre o cruzamento das duas temáticas - sexualidade e deficiência - conjugando-se os discursos analisados e a investigação explorada. É indispensável o reconhecimento do direito à sexualidade para pessoas com diversidade cognitiva. Revela-se, então, necessário o reforço de uma educação para a sexualidade, holística e positiva, bem como garantir o acesso à vida intima e afetiva. É ainda de realçar a necessidade de uma mudança cultural quanto ao entendimento da diversidade funcional, descentrando o rótulo constante de défice e potenciando vivências além da "norma". Por fim, este trabalho de investigação reflete como é crucial compreender e reconhecer as necessidades, desejos e expectativas destas pessoas como igualmente existentes, merecedoras de visibilidade e verdadeira inclusão.
dc.language.isopor
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleMas, eu tenho que aceitar, não é?: discursos sobre sexualidade de pessoas (cognitivamente) diversas
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/bqf1-rf86
dc.identifier.tid202311406
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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