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https://hdl.handle.net/10216/121004| Author(s): | Sara Adriana Reis Faria |
| Title: | Saúde psicológica dos enfermeiros: um estudo sobre burnout e engagement |
| Issue Date: | 2019-07-02 |
| Description: | No atual sistema de saúde português os enfermeiros desempenham um papel fundamental na interação com os utentes. Contudo, a sua saúde psicológica pode estar em risco, pois são submetidos a exigências profissionais e laborais cada vez mais fortes, cujas consequências individuais podem ser o burnout e a desmotivação no trabalho, bem como, a nível organizacional, a qualidade dos cuidados prestados. Face à preocupação que a Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho tem vindo a revelar sobre o impacto negativo do stress crónico no trabalho, é fundamental identificar fenómenos como o burnout e o engagement, pois a presença do primeiro e a ausência do segundo constituem fatores de risco no adoecer psicológico dos enfermeiros. Este estudo tem como objetivos conhecer os níveis de burnout e de engagement numa amostra de enfermeiros, a sua inter-relação e variação em função de características sociodemográficas/laborais. Os dados foram recolhidos no âmbito do projeto INT-SO "Dos contextos de trabalho à saúde ocupacional dos profissionais de enfermagem", liderado pela ESEP e no qual a FPCEUP é parceira. Foram aplicadas versões portuguesas do Maslach Burnout Inventory e da Utrecht Work Engagement Scale, e um questionário de caracterização sociodemográfica/laboral. Participaram de forma anónima e voluntária, 346 enfermeiros do distrito do Porto. Os resultados revelaram níveis elevados de engagement, moderados de exaustão emocional e baixos de despersonalização. Apesar de terem sido identificados 54% de enfermeiros com nível baixo de burnout, existem já 9% com burnout elevado. Verificou- se também que o burnout diminui com a idade e anos de serviço, estando associado a turnos rotativos, trabalhar em hospitais, e apresenta uma correlação negativa com o engagement. A análise de regressão permitiu ver que o burnout prediz mais fortemente o engagement (de 20% a 40%) do que o engagement prediz o burnout (de 8% a 38%). A existência de 9% de enfermeiros em burnout confirma este grupo como estando em risco de adoecer psicologicamente, reforçando a necessidade de se prevenir o burnout, até porque este tem consequências na motivação (engagement) no trabalho. É também importante sensibilizar os enfermeiros para a adoção de estratégias e competências para lidar com as exigências da profissão, bem como para uma adequada gestão do stress, já que o stress crónico no trabalho conduz ao aumento do burnout e à diminuição do engagement, afetando profissionais, instituições e utentes destas. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/qxef-gy03 |
| TID identifier: | 202262715 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/121004 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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| 341593.pdf | Saúde psicológica dos enfermeiros: um estudo sobre burnout e engagement | 562.72 kB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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