Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/121004
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dc.creatorSara Adriana Reis Faria
dc.date.accessioned2025-11-05T19:36:36Z-
dc.date.available2025-11-05T19:36:36Z-
dc.date.issued2019-07-02
dc.date.submitted2019-07-09
dc.identifier.othersigarra:341593
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/121004-
dc.descriptionNo atual sistema de saúde português os enfermeiros desempenham um papel fundamental na interação com os utentes. Contudo, a sua saúde psicológica pode estar em risco, pois são submetidos a exigências profissionais e laborais cada vez mais fortes, cujas consequências individuais podem ser o burnout e a desmotivação no trabalho, bem como, a nível organizacional, a qualidade dos cuidados prestados. Face à preocupação que a Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho tem vindo a revelar sobre o impacto negativo do stress crónico no trabalho, é fundamental identificar fenómenos como o burnout e o engagement, pois a presença do primeiro e a ausência do segundo constituem fatores de risco no adoecer psicológico dos enfermeiros. Este estudo tem como objetivos conhecer os níveis de burnout e de engagement numa amostra de enfermeiros, a sua inter-relação e variação em função de características sociodemográficas/laborais. Os dados foram recolhidos no âmbito do projeto INT-SO "Dos contextos de trabalho à saúde ocupacional dos profissionais de enfermagem", liderado pela ESEP e no qual a FPCEUP é parceira. Foram aplicadas versões portuguesas do Maslach Burnout Inventory e da Utrecht Work Engagement Scale, e um questionário de caracterização sociodemográfica/laboral. Participaram de forma anónima e voluntária, 346 enfermeiros do distrito do Porto. Os resultados revelaram níveis elevados de engagement, moderados de exaustão emocional e baixos de despersonalização. Apesar de terem sido identificados 54% de enfermeiros com nível baixo de burnout, existem já 9% com burnout elevado. Verificou- se também que o burnout diminui com a idade e anos de serviço, estando associado a turnos rotativos, trabalhar em hospitais, e apresenta uma correlação negativa com o engagement. A análise de regressão permitiu ver que o burnout prediz mais fortemente o engagement (de 20% a 40%) do que o engagement prediz o burnout (de 8% a 38%). A existência de 9% de enfermeiros em burnout confirma este grupo como estando em risco de adoecer psicologicamente, reforçando a necessidade de se prevenir o burnout, até porque este tem consequências na motivação (engagement) no trabalho. É também importante sensibilizar os enfermeiros para a adoção de estratégias e competências para lidar com as exigências da profissão, bem como para uma adequada gestão do stress, já que o stress crónico no trabalho conduz ao aumento do burnout e à diminuição do engagement, afetando profissionais, instituições e utentes destas.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleSaúde psicológica dos enfermeiros: um estudo sobre burnout e engagement
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/qxef-gy03
dc.identifier.tid202262715
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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