Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/121003
Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.creatorMaria Inês Cardoso Monteiro de Oliveira Marinho
dc.date.accessioned2025-11-10T13:29:39Z-
dc.date.available2025-11-10T13:29:39Z-
dc.date.issued2019-07-04
dc.date.submitted2019-07-09
dc.identifier.othersigarra:341552
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/121003-
dc.descriptionPouca investigação se tem debruçado sobre a temática da parentalidade em pessoas trans ou não binárias, sobretudo no contexto português. O presente estudo procura explorar as intenções parentais e as vias privilegiadas para alcançar a parentalidade em pessoas autoidentificadas como trans ou não binárias. Para além disso, visa compreender o modo como os serviços de saúde estão a contribuir para a realização destas intenções, através do estudo das experiências destas pessoas nos serviços de saúde, quer ao longo do processo de transição de género, quer relativamente à informação recebida sobre a perda e preservação de fertilidade. Este é um estudo com metodologia qualitativa, tendo-se socorrido de quatro grupos de discussão focalizada enquanto método de recolha de dados, e da análise de conteúdo para o seu posterior tratamento. Participaram no estudo treze pessoas autoidentificadas como trans e uma pessoa como não binária, com idades compreendidas entre os 19 e os 43 anos e orientação sexual diversa. Da análise emergiram como categorias primárias a Intenção parental, as Vias para a parentalidade e as Experiências com o serviço de saúde. Verificou-se que metade dos/as participantes da amostra desejavam tornar-se pais/mães no futuro e que a grande maioria dos restantes apresentava uma posição indefinida quanto a esta temática. A adoção foi o método privilegiado pela amostra entre as vias para alcançar a parentalidade, contrariamente ao método tradicional de reprodução. Todos/as os/as participantes relataram ter sido informados/as sobre as consequências reprodutivas relacionadas com os procedimentos de transição de género. Uma percentagem inferior foi esclarecida sobre a possibilidade de preservação de fertilidade, ainda que a maioria da amostra não ponderasse efetivamente usufruir dessa opção. A morosidade dos procedimentos médicos, a baixa formação dos profissionais para trabalhar com pessoas trans e a utilização de terminologia cis e pronomes inadequados à identidade de género foram os aspetos mais realçados pelos participantes enquanto promotores de experiências negativas vivenciadas nos serviços de saúde ao longo dos seus processos de transição de género e de redesignação sexual. Os resultados deste estudo exploratório permitiram uma análise das intenções parentais e da experiência com os serviços de saúde com pessoas trans, sugerindo algumas diretrizes para a investigação e intervenção futuras com esta população específica.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleIntenções parentais, vias para a parentalidade e experiências no contexto de saúde de pessoas trans
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/w3yb-0r75
dc.identifier.tid202262570
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
341552.pdfIntenções parentais, vias para a parentalidade e experiências no contexto de saúde de pessoas trans1.06 MBAdobe PDFThumbnail
View/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.