Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/108532
Author(s): Ana Carolina Baptista Pinto
Title: Delinquência juvenil feminina: feminilidades e experiências desviantes
Issue Date: 2017-11-14
Description: É um facto que os estudos teórico-metodológicos da delinquência juvenil se têmfocado maioritariamente na agressão e nas desordens de conduta dos rapazes, ao passo quepouca atenção tem sido dada às raparigas que cometem atos delinquentes (Hoyt & Scherer,1998; Batchelor et al, 2001; Duarte, 2011; Vogel & Nicholls, 2016). A par destainvisibilização histórica, as estatísticas e os estudos científicos propagaram a ideia de que osdesvios juvenis femininos são poucos, pouco importantes e não constituem problema social(Duarte, 2012; Duarte & Carvalho, 2013; Duarte & Cunha, 2014) reforçando a delinquênciacomo uma experiência masculina e masculinizante (Duarte, 2015).Deste modo, o presente estudo pretende abarcar uma das faces invisíveis dadelinquência juvenil, aquela que é praticada por raparigas, procurando compreender, emprimeiro lugar, os significados que as jovens institucionalizadas atribuem ao papel doscontextos de socialização (Família, Grupo de Pares) nos comportamentos desviantes, emsegundo lugar, perceber as experiências e os significados que atribuem à transgressão e emterceiro lugar, compreender como as representações culturais e de género associadas àfeminilidade estão presentes nos seus comportamentos desviantes e perspetivas de vida.Este estudo, com recurso a entrevistas semiestruturadas, contou com a participaçãode um total de doze jovens institucionalizadas num Lar Especializado de Infância eJuventude da Zona Norte, a cumprir medidas de promoção e proteção em instituição. Ainformação obtida foi perscrutada pelo método de análise de conteúdo e análiseinterpretativa que permitiu organizar os dados e ter uma leitura integrada de cada entrevistae da forma como as jovens constroem o seu discurso.A conclusão do estudo demonstrou que quando o laço afetivo é enfraquecido pelasdestruturações e disfunções familiares, as jovens ficam mais vulneráveis a assumircomportamentos de risco (fugas de casa, vivência de rua) que facilmente as conduzem àdelinquência (roubos). É com o grupo de pares que preenchem os quotidianos e fazem asprimeiras experimentações. Foi possível perceber os diversos motivos e sentimentosassociados à transgressão, e como as jovens à medida que demonstram estar presentes eativas nos diversos contextos de socialização, ficam mais vulneráveis a assumircomportamentos de risco.
Subject: Psicologia
Psychology
Scientific areas: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
TID identifier: 201762110
URI: https://hdl.handle.net/10216/108532
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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