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https://hdl.handle.net/10216/108346| Author(s): | Mário Augusto Sampaio Nunes Ferreira |
| Title: | Adaptabilidade face às descontinuidades dos tempos de trabalho: que trabalho? que riscos? que efeitos na saúde? |
| Issue Date: | 2017-11-14 |
| Description: | A organização do trabalho por turnos, mesmo que considerada "atípica", é uma prática que tem extravasado dos setores dedicados a serviços contínuos, como é o caso da saúde e da energia. Organizações como a OIT e a Eurofound há muito advertem que esta opção comporta riscos e consequências não negligenciáveis para a saúde e bem- estar dos trabalhadores, e exortam os Estados a promover políticas de prevenção e pro- teção dos que se encontram expostos a estes horários. O Estado Português tem vindo a legislar sobre o assunto, mas tal não tem dissuadido necessariamente a adoção de regimes de laboração contínua. O estudo de caso que aqui se apresenta decorre de um pedido concreto de uma empresa, que recentemente alargou a toda a linha de produção um regime de laboração em turnos em 12 horas, e que solicitou, ao Serviço de Consultoria da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, um projeto de investigação mais amplo sobre os impactos desta opção no próprio trabalho e na vida fora do trabalho daqueles que o exercem, bem como no que diz respeito à sua saúde e bem-estar. Adotou-se uma metodologia exploratória que permitisse, pela observação em contexto real e pelo registo dos relatos dos trabalhadores, complementados com entrevistas individuais, sinalizar alguns indiciadores e tendências resultantes deste trabalho por turnos, bem como do 'uso de si' no e pelo trabalho. Os resultados evidenciam os custos associados à prática destes horários, muitas vezes mitigados pelas estratégias de regulação mobilizadas pelos trabalhadores e pelo coletivo de trabalho, bem como pelos argumentos de um melhor compromisso, graças a estes horários, de conciliação entre o trabalho e a vida fora do trabalho. Entre a preservação da saúde e a reserva de mais tempo para a vida pessoal e familiar, mantém-se a necessidade de um debate mais alargado sobre esta questão, para que este estudo se propõe também contribuir. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/ej93-ff22 |
| TID identifier: | 201832542 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/108346 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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| 225805.pdf | Adaptabilidade face às descontinuidades dos tempos de trabalho: que trabalho? que riscos? que efeitos na saúde? | 2.84 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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