Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/108346
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dc.creatorMário Augusto Sampaio Nunes Ferreira
dc.date.accessioned2025-11-09T09:22:51Z-
dc.date.available2025-11-09T09:22:51Z-
dc.date.issued2017-11-14
dc.date.submitted2017-11-15
dc.identifier.othersigarra:225805
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/108346-
dc.descriptionA organização do trabalho por turnos, mesmo que considerada "atípica", é uma prática que tem extravasado dos setores dedicados a serviços contínuos, como é o caso da saúde e da energia. Organizações como a OIT e a Eurofound há muito advertem que esta opção comporta riscos e consequências não negligenciáveis para a saúde e bem- estar dos trabalhadores, e exortam os Estados a promover políticas de prevenção e pro- teção dos que se encontram expostos a estes horários. O Estado Português tem vindo a legislar sobre o assunto, mas tal não tem dissuadido necessariamente a adoção de regimes de laboração contínua. O estudo de caso que aqui se apresenta decorre de um pedido concreto de uma empresa, que recentemente alargou a toda a linha de produção um regime de laboração em turnos em 12 horas, e que solicitou, ao Serviço de Consultoria da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, um projeto de investigação mais amplo sobre os impactos desta opção no próprio trabalho e na vida fora do trabalho daqueles que o exercem, bem como no que diz respeito à sua saúde e bem-estar. Adotou-se uma metodologia exploratória que permitisse, pela observação em contexto real e pelo registo dos relatos dos trabalhadores, complementados com entrevistas individuais, sinalizar alguns indiciadores e tendências resultantes deste trabalho por turnos, bem como do 'uso de si' no e pelo trabalho. Os resultados evidenciam os custos associados à prática destes horários, muitas vezes mitigados pelas estratégias de regulação mobilizadas pelos trabalhadores e pelo coletivo de trabalho, bem como pelos argumentos de um melhor compromisso, graças a estes horários, de conciliação entre o trabalho e a vida fora do trabalho. Entre a preservação da saúde e a reserva de mais tempo para a vida pessoal e familiar, mantém-se a necessidade de um debate mais alargado sobre esta questão, para que este estudo se propõe também contribuir.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleAdaptabilidade face às descontinuidades dos tempos de trabalho: que trabalho? que riscos? que efeitos na saúde?
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/ej93-ff22
dc.identifier.tid201832542
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado em Temas de Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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