Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/9938
Author(s): Lopes, Carla Maria de Moura
Title: Alimentação e enfarte agudo do miocárdio : Estudo caso-controlo de base comunitária
Publisher: Universidade do Porto. Reitoria
Issue Date: 2000
Abstract: Introdução: A doença cardíaca isquémica permanece a primeira causa de mortalidade, morbilidade e perda evitável de anos de vida produtiva nos países com economias de mercado estabelecidas. As rápidas alterações nas taxas de mortalidade e morbilidade em algumas populações e o facto de as populações migrantes tenderem a apresentar as taxas do país de adopção sugerem que os factores ambientais e os estilos de vida são determinantes fundamentais da doença. As diferenças na frequência da doença cardíaca isquémica entre e dentro dos países podem ser compreendidas por especificidades sociais, económicas e culturais, relacionadas com estilos alimentares, hábitos tabágicos ou o exercício físico, que ultrapassam a heterogeneidade genética.Embora não se conheça no nosso país a frequência real da doença cardíaca isquémica, podemos supor que a incidência aparentemente mais baixa que a das populações do Norte da Europa ou dos Estados Unidos da América se relacione, por exemplo, com padrões alimentares próximos daqueles que são conhecidos como dieta mediterrânica ou com prevalências mais baixas dos factores de risco clássicos. O papel da alimentação na prevenção da doença coronária foi crescentemente explorado ao longo da segunda metade do século XX. Apesar de décadas de investigação, dominadas pela hipótese clássica da relação entre dieta e desenvolvimento dos processos ateroscleróticos, muitas questões permanecem por esclarecer, nomeadamente os efeitos a curto prazo da dieta nos eventos coronários de natureza aguda. Em particular, o papel das gorduras alimentares e dos seus componentes, ou dos antioxidantes permanece dos mais contestados. São questionáveis o tradicional efeito nocivo atribuído aos ácidos gordos saturados ou o efeito protector atribuído aos polinsaturados. Permanece também por esclarecer o efeito protector atribuído aos nutrientes antioxidantes, bem como se é diferencial em homens e mulheres, e se depende de outros factores de risco ou de outros factores alimen ...
Description: Dissertação de Doutoramento em Biologia Humana apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
DOI: 10.34626/bwah-rp23
URI: http://hdl.handle.net/10216/9938
Document Type: Tese
Rights: openAccess
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