Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/86976
Author(s): Pedro Marcelo Gonçalves de Barros
Title: Memória.Território. Desenho. Ilha da Madeira. Por uma arquitectura como paisagem
Issue Date: 2016-12-07
Abstract: This work is born from a concern that was growing along the academicpath: the landscape construction in Madeira territory. The work tries to summonthe memory, the territory and the drawing as three topics that intersect constantlyand are confronted generating concerns. We seek to build a personalposture, a way of looking at the Madeira territory that shelters under the titlein three moments. The frst focuses on the strategy of confrontation with thememory as a tool to question the "return to home". The second recognizesthe existing as project material and the third sees the architect while a processstrategist[1], aware of the citizenship of the exercise of architecture. Weventure a reading of the place of origin, made of approaches, advances andretreats that seeks read-communicate this territory, what defnes it, to thenbecome part of these readings in principles and drawing. Principles that are seenas assemblies, such as the frame of an open script, to be built also by the other,for all the others who are summoned at the time of thinking this place.The work and the territory are therefore a place-research that can be readas an open system that seeks becoming-place. It is this place, of which in thesearch for project awakenings, we seek to read-think-communicate strategiesto understand it and transform. It was intended from the outset to developa photographic collection in order to register the structural aspects of theMadeira territory: built heritage, erudite constructions, and gestures that denounceda kind of living. We intend to study here how landscape and workcan express a sense of living, of culture, of community, in its functional andformal unit.It's important to refer that the work speaks of landscape and not only territory,because. On the one hand, we talk about how they overlap in time thesignals resulting from the actions inherent in the life of the communities thatinhabit this territory. On the other refers the reality and objective of the relationshipbetween architecture and landscape, but also how to read, to interpretthis material reality in the construction of a universe of representation ofreality, the construction of a coding this reality and seeking the understandingof the same keys. So speaking of landscape and not just of territory meansto speak of an operating speed, of a process, of transformations, interactionmechanisms between the communities that share the same territory. So speakingof the relationship between architecture and landscape means, therefore,speak of a dynamic reality; the dynamics of transformation and its speed; theephemerality of each state of each condition; the continuing desire to print inthe territory the marks that correspond to the actions of dwelling. So speakingof the relation between architecture and landscape means introducing thevariable time in our reading. In this perspective, the records displayed in thiswork want to be as representation of the territory at the present time, so as todefne a memory for the future and simultaneously a personal imaginary, thatwill eventually support future works.
Description: A presente dissertação nasce de uma inquietação que foi crescendo ao longodo percurso académico: a construção da paisagem em território madeirense.O trabalho procura convocar a memória, o território e o desenho enquanto trêscondições de problema que se intersectam constantemente e que se confrontamgerando inquietações. Procuramos construir uma postura pessoal, umacerta forma de olhar o território madeirense que se abriga sobre o título dotrabalho em três momentos. O primeiro, foca-se na estratégia de confrontaçãocom a memória, enquanto ferramenta para questionar o "regresso a casa";o segundo reconhece o existente como material de projecto; o terceiro vêo arquitecto enquanto um estratega de processos[1], consciente da cidadaniado exercício da arquitectura. Aventuramo-nos numa leitura do lugar de origem,feita de aproximações, de avanços e recuos que procura ler-comunicareste território, aquilo que o defne, para em seguida, transformar parte dessasleituras, em princípios (d)e desenho. Princípios que se encaram como montagens,como a armação de um guião em aberto, o qual deverá ser construído tambémpelo outro, por todos os outros que se convocam no momento de pensareste lugar.O trabalho e o território são portanto um lugar-investigação que poderá serlido, como um sistema aberto que procura o devir-lugar. É esse lugar, em quena procura de despertadores de projecto, se procura ler-pensar-comunicarestratégias para o entender e transformar. Pretendia-se, à partida, elaboraruma recolha fotográfca por forma a registar aspectos estruturais de todo oterritório da Madeira: o património edifcado, construções eruditas, e gestosque denunciassem um tipo de habitar. É nossa intenção estudar aqui o modocomo paisagem e obra podem exprimir um sentido de vivência, de cultura, decomunidade, na sua unidade funcional e formal.Importa referir que o trabalho fala de paisagem e não exclusivamente deterritório. Por um lado, fala-se da forma como se sobrepõem no tempo os sinaisresultantes dos gestos inerentes à vida das comunidades que habitam esseterritório. Por outro, refere-se a realidade material e objectiva da relação entrea arquitectura e a paisagem, e, também, a forma de a ler, de interpretar essarealidade material na construção de um universo que a represente, na constru-ção de uma codifcação dessa relação e das chaves de entendimento da mesma.Assim falar de paisagem e não exclusivamente de território signifca falarde uma velocidade de funcionamento, de um processo, de transformações,de mecanismos de interactuação entre as comunidades que compartilham omesmo território. Falar da relação entre a arquitectura e a paisagem signifca,portanto, falar de uma realidade dinâmica; da dinâmica da transformaçãoe da sua velocidade; da efemeridade de cada estado e de cada condição; dacontínua vontade de imprimir no território as marcas correspondentes às ac-ções do habitar. Assim falar da relação entre a arquitectura e a paisagem signifcaintroduzir a variável tempo na nossa leitura. Nesta perspectiva, os registosapresentados neste trabalho querem constituir-se como representação doterritório no tempo presente, de modo a defnir uma memória para o futuroe, simultaneamente, um imaginário pessoal que será eventualmente, apoio atrabalhos futuros.
Subject: Artes
Arts
Scientific areas: Humanidades::Artes
Humanities::Arts
TID identifier: 201546086
URI: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/86976
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FAUP - Dissertação

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