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https://hdl.handle.net/10216/84854| Author(s): | Hélène Marine Serra Fernandes |
| Title: | O direito penal do inimigo: reconfiguração do Estado de Direito? |
| Issue Date: | 2012-01-10 |
| Description: | Hodiernamente temos vindo a assistir a um sentimento global de vulnerabilidade face a uma crescente desterritorialização do crime e da segurança1. Os efeitos do terrorismo e da criminalidade organizada já não se fazem sentir exclusivamente nos locais-alvo das acções terroristas, mas sim a uma escala mundial. Perante este clima de insegurança, aliado à actual crise de paradigma do Direito Penal, ergueram-se vozes em defesa de um novo modelo configurativo deste ramo do Direito, de forma a combater os novos perigos da sociedade a que caracterizaram de risco. Günther Jakobs assume o papel de voz predominante na construção deste movimento securitário o Direito Penal do inimigo, cujas características pretendemos analisar. Desta forma, esta Tese terá como propósito o estudo, ainda que de forma breve, do modelo de Direito Penal construído por Günther Jakobs Feindstrafrecht, em português: o Direito penal do inimigo e a sua relação com os princípios estruturantes do Estado de Direito, em especial, o princípio da dignidade da pessoa humana. No primeiro ponto principiaremos por abordar o novo modelo de Direito Penal proposto por Jakobs, enunciando as características que o distinguem do paradigma actual e que suscitaram uma dura reacção por parte da generalidade da doutrina. Faremos especial referência ao conceito de Terrorismo, onde será colocado em evidência o problema da harmonização dos valores da Paz e da Segurança com os Direitos, Liberdades e Garantias previstos na Constituição da República Portuguesa, que fazem parte do elenco basilar de princípios nos quais se funda o Estado de Direito. Terminaremos o capítulo em questão com uma breve referência aos efeitos produzidos pela teoria de Jakobs no actual paradigma do Direito Penal internacional, fazendo referência aos casos de Espanha, Reino Unido e Estados Unidos da América, quer pelo recente historial de actividade terrorista no seu território, quer pela natureza e amplitude das medidas políticas e legislativas adoptadas. No segundo capítulo será feita uma reflexão em torno de novas formas de restrição de direitos fundamentais com especial enfoque para os métodos de identificação e segurança que englobam o recurso a dados biométricos e a scanners corporais que surgiram no seguimento da expansão de um movimento que elegeu como estandarte o valor da Segurança, olvidando a importância da preservação de direitos fundamentais como o direito à reserva da intimidade da vida privada. São, pois, os novos ideais punitivos, cujos efeitos se têm feito sentir no Direito Penal à escala mundial, que, aliados a uma crescente demanda de segurança, têm fomentado restrições ilícitas aos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Por fim, ensaiaremos uma construção crítica à teoria de Jakobs, nomeadamente no que toca à sua harmonização com o princípio da dignidade da pessoa humana, aos limites que esta lhe impõe, o que implicará, consequentemente, uma análise da sua coadunação com o Estado de Direito. |
| Subject: | Direito Law |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Direito Social sciences::Law |
| DOI: | 10.34626/ybb0-hm49 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/84854 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| License: | https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ |
| Appears in Collections: | FDUP - Dissertação |
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| 24705.pdf | O Direito Penal do Inimigo - Reconfiguração do Estado de Direito - Dissertação de Mestrado de Hélène Serra Fernandes | 937.72 kB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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