Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/175582
Author(s): Ana Filipa Marinho Pires
Title: Arquitetos de Família: Metodologias para Viabilizar o Acesso à Arquitetura
Issue Date: 2026-06-08
Abstract: This dissertation analyses the practice(s) of Family Architects as dispersed and heterogeneous groups that seek to enable access to professional architecture in vulnerable contexts. Starting from the recognition that regulated production of space tends to remain inaccessible to populations with lower economic, political, and cultural capital, the study aims to contribute to the dissemination of tools capable of guiding future practices that seek to democratise access to architecture. The research is based on two case studies - the Arquitectes de Capçalera (AC) methodology and the Arquitectos de Família (AF) methodology - chosen for their methodological relevance and the author's direct contact with both processes, through the Taller Temátic Arquitectes de Capçalera 2021 (TTAC21) and the 5th edition of the Arquitectos de Família Workshop (WAF#05). The work develops a theoretical framework that situates these practices within the context of technical assistance, emphasizing the impact of Rodolfo Livingston's "Método Arquitectos de Família" and its dissemination and reinterpretation within Latin American Community Architecture. The dissertation combines bibliographic analysis, critical observation of the tools and processes adopted by the studied groups, and a comparative reading supported by the SWOT02 model. This approach allows for the assessment of strategies for territorial engagement, team organization, institutional coordination, and both active (concrete interventions) and passive (training and research) outcomes. The intersection of these dimensions highlights the challenges and opportunities within intervention contexts, as well as the strategies to overcome and expand them. The results demonstrate that there is no universal model for facilitating access to architecture in contexts of deprivation, but rather strategies and tools adapted to the specific conditions of each territory. It is concluded that socially committed architectural practice requires a repositioning of the discipline based on active listening, mediation, and collaborative action among professionals, institutions, and communities.
Description: Esta dissertação analisa a(s) prática(s) dos Arquitetos de Família enquanto grupos dispersos e heterogéneos que procuram viabilizar o acesso à arquitetura profissionalizada, em contextos com vulnerabilidades. Partindo do reconhecimento de que a produção regulada do espaço permanece, tendencialmente, inacessível às populações com menor capital económico, político e cultural, o estudo pretende contribuir para a difusão de ferramentas capazes de orientar futuras práticas que procurem democratizar o acesso à arquitetura. A investigação assenta em dois casos de estudo - a metodologia Arquitectes de Capçalera (AC) e a metodologia Arquitectos de Família (AF) - elegidos pela sua relevância metodológica e pelo contacto direto da autora com ambos os processos, através do Taller Temátic Arquitectes de Capçalera 2021 (TTAC21) e da 5ª edição do Workshop Arquitectos de Família (WAF#05). O trabalho desenvolve um enquadramento teórico que situa estas práticas no contexto da assistência técnica, enfatizando o impacto do "Método Arquitectos de Família", de Rodolfo Livingston, e a sua difusão e reinterpretação no âmbito da Arquitetura Comunitária latinoamericana. A dissertação articula análise bibliográfca, observação crítica das ferramentas e processos adotados pelos grupos estudados e uma leitura comparativa apoiada no modelo SWOT01. Esta abordagem permite avaliar as estratégias de aproximação ao território, a organização das equipas, a articulação com as instituições e os resultados ativos (intervenções concretas) e passivos (formação e investigação). O cruzamento dessas dimensões evidencia os desafos e oportunidades dos contextos de intervenção, bem como as estratégias para superá-los e ampliá-las. Os resultados demonstram que não existe um modelo universal para viabilizar o acesso à arquitetura em contextos de carência, mas antes estratégias e ferramentas adaptadas às condições específcas de cada território. Conclui-se que a prática arquitetónica socialmente comprometida exige um reposicionamento da disciplina baseado na escuta ativa, na mediação e na atuação colaborativa entre técnicos, instituições e comunidades.
Subject: Artes
Arts
Scientific areas: Humanidades::Artes
Humanities::Arts
TID identifier: 204312981
URI: https://hdl.handle.net/10216/175582
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FAUP - Dissertação

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