Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/174564
Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.creatorInês Godinho Simões de Sousa
dc.date.accessioned2026-06-30T01:31:09Z-
dc.date.available2026-06-30T01:31:09Z-
dc.date.issued2026-06-15
dc.date.submitted2026-06-29
dc.identifier.othersigarra:781245
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/174564-
dc.descriptionNa década de 60/70 Portugal esteve envolvido na Guerra do Ultramar, mobilizando milhares de militares para África. A experiência de guerra constitui um dos eventos mais potencialmente traumáticos na vida de uma pessoa, com impacto profundo e duradouro em múltiplas dimensões do funcionamento humano. Atualmente, a geração de portugueses que participou nesta guerra encontra-se na fase final do ciclo da vida, o que torna urgente o registo dos seus testemunhos. Este estudo, de tipo qualitativo com um estudo de caso, tem como objetivo conhecer a vivência de um participante da Guerra do Ultramar cerca de 50 anos depois, bem como os sintomas de stress pós-traumático, estratégias de coping e construção de significado do vivenciado. Efetuaram-se duas entrevistas semiestruturadas e análise documental, privilegiando a narrativa e significação dos relatos da experiência. Através de análise de conteúdo emergiram três grandes categorias: Antes (antecipação e preparação), Durante (vivências do conflito) e Após (regresso, repercussões e estratégias). Os resultados demonstraram a presença de sintomas de Perturbação de Stress PósTraumático imediatamente após o regresso, que impactaram no funcionamento individual e nas relações interpessoais do participante. Contudo, também demonstraram um crescimento póstraumático através de estratégias de coping adaptativas e da atribuição de significado ao vivido, nomeadamente a escrita de um documento. Conclui-se que a experiência de guerra deixa cicatrizes inapagáveis e alterações profundas na identidade. No entanto, a mobilização de recursos internos e externos revelou-se determinante para haver mudança, pois o participante alcançou o crescimento pós-traumático ao ser capaz de integrar o trauma na sua identidade e construiu um Eu mais resiliente e evoluído.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleA voz dos esquecidos: perceção de um sobrevivente da Guerra do Ultramar: estudo de caso sobre sintomas de stress pós-traumático
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado em Temas de Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
781245.pdfA voz dos esquecidos: perceção de um sobrevivente da Guerra do Ultramar: estudo de caso sobre sintomas de stress pós-traumático935.39 kBAdobe PDFThumbnail
View/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.