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https://hdl.handle.net/10216/170926| Author(s): | Sara Sofia Camacho Lopes |
| Title: | Impacto dos sintomas depressivos na percepção global de melhoria em sobreviventes de acidente vascular cerebral |
| Issue Date: | 2025-11-26 |
| Abstract: | Introduction: Stroke is one of the leading causes of mortality and disability worldwide. Psycho-emotional disorders, particularly post-stroke depression, are common and have been associated with poorer functional recovery, increased disability, and reduced quality of life. Objectives: To examine the impact of depressive symptoms and to explore the potential influence of additional factors (sociodemographic, clinical, related with rehabilitation programs, and social support) on subjective perception of improvement and functionality in stroke survivors. Methodology: Cross-sectional, single-center study with consecutive inclusion of stroke survivors between February and June 2025. Eligible participants were aged ≥18 years and assessed within six months post-stroke. Exclusion criteria included aphasia, significant cognitive impairment, or a new cerebrovascular event during the study period. Sociodemographic, clinical, and rehabilitation data were collected through electronic medical records and a telephone interview conducted 3 months after the stroke, applying the Patient Global Impression of Change, Hospital Anxiety and Depression Scale, Social Support Satisfaction Scale and Modified Rankin Scale. Statistical analysis was performed using SPSS version 29.0. Results: A total of 70 participants were included, 61.4% of whom were male. The median age was 71 years (interquartile range=60.0-76.3). At three months post-stroke, 26% of patients exhibited depressive symptoms. Depressive symptomatology was significantly associated with lower perceived improvement (p<0.001) and poorer functional outcomes (p=0.010). Furthermore, younger age (p=0.016), marital status (married; p=0.030), higher education (university; p=0.014), higher frequency of physical activity per week (p=0.007), absence of psychiatric history (p=0.001), lower anxiety levels (p=0.026), absence of insomnia (p=0.003), and participation in outpatient rehabilitation programs (p=0.015) were all significantly associated with higher perceived improvement. In this sample, perceived improvement was significantly correlated with actual functional progression (p<0.001). Conclusion: Perceived recovery is a clinically relevant factor, being significantly associated with functional outcomes at 3 months after stroke. Depressive symptomatology impacts both perceived recovery and post-stroke functional outcomes. |
| Description: | Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) constitui uma das principais causas de mortalidade e incapacidade a nível global. As alterações psicoemocionais, nomeadamente a depressão pós-AVC, são frequentes após estes eventos e parecem estar associadas a pior recuperação funcional, aumento da incapacidade e redução da qualidade de vida. Objetivos: Analisar o impacto dos sintomas depressivos, bem como explorar o eventual efeito de fatores adicionais (sociodemográficos, clínicos, relacionados com a reabilitação e com o suporte social) na perceção subjetiva de melhoria e na funcionalidade de sobreviventes de AVC. Metodologia: Estudo transversal, unicêntrico, com inclusão consecutiva de sobreviventes de AVC entre fevereiro e junho de 2025. Foram incluídos doentes com idade ≥18 anos, até seis meses após o AVC. Excluíram-se casos com afasia, défice cognitivo significativo ou novo evento cerebrovascular durante o período de estudo. Os dados sociodemográficos, clínicos e de reabilitação foram recolhidos através do processo clínico eletrónico e entrevista telefónica 3 meses após o AVC, aplicando as escalas Patient Global Impression of Change, Hospital Anxiety and Depression Scale, Escala de Satisfação com o Suporte Social e Modified Rankin Scale. A análise estatística foi realizada com o software SPSS versão 29.0. Resultados: Foram incluídos 70 participantes, dos quais 61.4% eram do sexo masculino. A mediana de idade da amostra foi 71 anos (âmbito interquartil = 60.0-76.3). Aos 3 meses após o evento, 26% dos doentes apresentaram sintomas depressivos. A sintomatologia depressiva associou-se a menor perceção de melhoria (p<0.001) e a pior funcionalidade (p=0.010). Adicionalmente, fatores como idade mais jovem (p=0.016), estado civil (casado; p=0.030), nível de escolaridade (ensino superior; p=0.014), maior frequência de atividade física semanal (p=0.007), ausência de antecedentes psiquiátricos (p=0.001), níveis mais baixos de ansiedade (p=0.026), ausência de insónia (p=0.003) e a participação em programas de reabilitação no regime de ambulatório (p=0.015), associaram-se de modo significativo a maior perceção de melhoria. A perceção de melhoria nesta amostra acompanhou evolução funcional real (p<0.001). Conclusão: A perceção de melhoria é um fator clínico relevante, relacionando-se de modo significativo com a funcionalidade aos 3 meses após o AVC. A presença de sintomatologia depressiva compromete a perceção de recuperação e a funcionalidade pós-AVC. |
| Subject: | Ciências da saúde Health sciences |
| Scientific areas: | Ciências médicas e da saúde::Ciências da saúde Medical and Health sciences::Health sciences |
| TID identifier: | 204145341 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/170926 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FMUP - Dissertação |
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