Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/170402
Author(s): Carolina Coelho Pais Neto
Title: ASSOCIAÇÃO ENTRE A EXPOSIÇÃO A ECRÃS E SINTOMATOLOGIA DEPRESSIVA NOS ADOLESCENTES: REVISÃO SISTEMÁTICA DE ESTUDOS LONGITUDINAIS
Issue Date: 2025-11-05
Abstract: Introduction: Adolescence is a critical period for mental health, with depression representing one of the leading causes of morbidity. In parallel, exposure to screen-based technologies has increased rapidly, raising concerns about its potential impact on adolescent depression. This systematic review aimed to synthesize longitudinal evidence on the association between screen time and subsequent depressive symptoms in adolescents. Methods: A systematic search of PubMed, PsycINFO, Scopus and Web of Science was conducted for longitudinal studies published up to February 2025. Eligible studies included individuals aged 10-19 years, assessed screen time exposure through any device or activity and reported on depressive symptoms outcomes. Study quality was assessed using the Newcastle-Ottawa Scale. Results: 31 longitudinal studies were included. A narrative synthesis was performed due to substantial study heterogeneity , including differences in screen time definitions, exposure and outcome assessment, and analytic strategies. A small positive association was observed between total screen time and subsequent depressive symptoms, though the direction and strength of the relationship varied across devices and activities. Internet and smartphone use were consistently associated with increased risk, whereas video game, television and video showed predominantly no association. Evidence for social media and computer use, and screen-based communication was inconsistent. Sex appeared to moderate the association, with female adolescents showing greater vulnerability. Other potential moderators and mediators were inconsistently reported. Substantial heterogeneity was observed, reflecting differences in screen time definitions, exposure and outcome assessment, and analytic strategies. Conclusion: Screen time is prospectively associated with increased depressive symptoms in adolescents. However, this effect is small and dependent on screen engagement patterns and individual characteristics. These findings support recommendations to limit prolonged recreational screen use among adolescents. Future research should adopt standardized definitions and objective measures for screen time, while considering screen content and inherent motivations, to better guide the rational use of screen-based technologies.
Description: Introdução: A adolescência é um período crítico para a saúde mental, sendo a depressão uma das principais causas atuais de morbilidade. Paralelamente, a exposição a tecnologias com ecrã tem aumentado rapidamente, suscitando preocupações quanto ao seu potencial impacto na depressão durante a adolescência. Esta revisão sistemática teve como objetivo sintetizar a evidência longitudinal sobre a associação entre o tempo de ecrã e sintomas depressivos em adolescentes. Métodos: Foi realizada uma pesquisa sistemática nas bases de dados PubMed, PsycINFO, Scopus e Web of Science, dirigida a estudos longitudinais publicados até fevereiro de 2025. Os estudos elegíveis incluíram indivíduos com idades entre 10-19 anos, avaliaram a exposição ao tempo de ecrã através de qualquer dispositivo ou atividade e reportaram resultados sobre sintomas depressivos. A qualidade dos estudos foi avaliada através da escala de Newcastle-Ottawa. Resultados: Foram incluídos 31 estudos longitudinais. Realizou-se uma síntese narrativa devido à elevada heterogeneidade entre os estudos, nomeadamente diferenças na definição de tempo de ecrã, avaliação da exposição e do outcome, e métodos de análise estatística. Verificou-se uma pequena associação positiva entre o tempo total de ecrã e sintomas depressivos subsequentes, que foi variável consoante o dispositivo utilizado e a atividade desenvolvida. A utilização da internet e do telemóvel associou-se de forma consistente a um risco aumento de sintomas depressivos, enquanto os videojogos, a televisão e os vídeos apresentaram uma associação predominantemente não significativa. A evidência relativamente à utilização das redes sociais, computador e comunicação digital foi inconsistente. O sexo foi identificado como potencial moderador da associação, sendo o sexo feminino o mais vulnerável. Foram reportados outros possíveis moderadores e mediadores embora de forma inconsistente. Conclusão: O tempo de ecrã está prospectivamente associado ao aumento de sintomas depressivos em adolescentes, embora o seu efeito seja reduzido e dependente, tanto do padrão de utilização dos ecrãs como das características individuais. Estes achados apoiam recomendações que limitam o uso recreativo prolongado de ecrãs em adolescentes. Estudos futuros devem privilegiar definições padronizadas e medidas objetivas para o tempo de ecrã, tendo em consideração o seu conteúdo e as motivações subjacentes, de forma a orientar a utilização racional das tecnologias com ecrã.
Subject: Medicina clínica
Clinical medicine
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica
Medical and Health sciences::Clinical medicine
TID identifier: 204142571
URI: https://hdl.handle.net/10216/170402
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
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