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dc.creatorRaquel Alexandra Carneiro Pinheiro Silva
dc.date.accessioned2026-01-26T01:47:20Z-
dc.date.available2026-01-26T01:47:20Z-
dc.date.issued2025-06-25
dc.date.submitted2025-03-21
dc.identifier.othersigarra:732651
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/167985-
dc.descriptionIntrodução: Na cirurgia não cardíaca, vários biomarcadores são conhecidos pelo seu papel na previsão de complicações a longo prazo, como eventos cardiovasculares adversos major (MACE), enfarte do miocárdio ou morte. A endarterectomia carotídea (EAC) é considerada uma cirurgia de baixo a médio risco para o tratamento da estenose carotídea, com o objetivo de prevenir eventos cerebrovasculares. A hemoglobina A1c (HbA1c) é um biomarcador com potencial valor prognóstico em relação a MACE. Este estudo tem como objetivo avaliar o possível papel da HbA1c como preditor de mortalidade por todas as causas e de MACE a curto e longo prazo em doentes submetidos a EAC. Métodos: Foi realizada uma análise pós-hoc utilizando dados de uma base de dados prospetiva de doentes submetidos a endarterectomia carotídea (EAC) sob anestesia regional num centro terciário de referência entre janeiro de 2014 e dezembro de 2023. Foram incluídos doentes com medições disponíveis de HbA1c até três meses antes da cirurgia, categorizados em dois grupos com base num limiar de HbA1c de 6,5%. Foram utilizados a análise de sobrevivência de Kaplan-Meier e modelos de regressão de Cox multivariável para avaliar o impacto dos níveis de HbA1c nos desfechos dependentes do tempo. O desfecho primário foi a incidência de eventos cardiovasculares adversos major (MACE) e mortalidade por todas as causas a longo prazo. Os desfechos secundários incluíram a incidência de acidente vascular cerebral (AVC), enfarte agudo do miocárdio (EAM), insuficiência cardíaca aguda (ICA) e eventos adversos major nos membros (MALE). Resultados: Foram avaliados um total de 65 doentes submetidos a EAC. A idade média foi de 71,4 ± 8,5 anos, sendo 53 (81,5%) do sexo masculino, com um período mediano de seguimento de 30 [13,5-46,4] meses. Os doentes com HbA1c ≥ 6,5% eram significativamente mais jovens (68,8 ± 8,8 vs. 73,8 ± 7,9 anos, p=0,015). A análise de sobrevivência de Kaplan-Meier revelou uma associação significativa entre os níveis de HbA1c e a incidência de AVC (log-rank p=0,045), com uma tendência para aumento dos eventos cardiovasculares adversos major (MACE) (log-rank p=0,038). A análise multivariável confirmou que a HbA1c foi um preditor independente de eventos adversos major nos membros (MALE) (aHR: 3,387, IC: 1,078-10,643, p=0,037), enquanto a sua associação com o AVC não atingiu significância estatística (aHR: 3,205, IC: 0,959-10,716, p=0,059). Não foram encontradas associações significativas entre a HbA1c e o enfarte do miocárdio (p=0,415), insuficiência cardíaca aguda (p=0,545) ou mortalidade por todas as causas (p=0,246). Conclusão: A HbA1c demonstrou ser um preditor independente de MACE, AVC e MALE a longo prazo após EAC. Embora o seu papel na previsão de outros eventos cardiovasculares major permaneça inconclusivo, a HbA1c surge como um biomarcador amplamente disponível e custo-efetivo para a estratificação do risco vascular nesta população.
dc.description.abstractBackground: In noncardiac surgery, several biomarkers are known to play a role in predicting long-term complications, such as major adverse cardiovascular events (MACE), myocardial infarction, or death. Carotid endarterectomy (CEA) is considered a low to medium-risk surgery for carotid stenosis aimed at preventing stroke events. Hemoglobin A1c is a biomarker with potential prognostic value regarding MACE. This study aims to assess the potential role of HbA1c as a short and long-term predictor of all-cause mortality and MACE in patients undergoing CEA. Methods: A post hoc analysis was performed using data from a prospective database of patients who underwent carotid endarterectomy (CEA) under regional anesthesia (RA) at a tertiary referral center between January 2014 and December 2023. Patients with available HbA1c measurements taken up to three months before surgery were included and categorized into two groups based on an HbA1c threshold of 6.5%. Kaplan-Meier survival analysis and multivariable Cox regression models were used to assess the impact of HbA1c levels on time-dependent outcomes. The primary outcome was the incidence of long-term major adverse cardiovascular events (MACE) and all-cause mortality. Secondary outcomes included the incidence of stroke, acute myocardial infarction (AMI), acute heart failure (AHF), and major adverse limb events (MALE). Results: A total of 65 patients who underwent CEA were evaluated. The mean age was 71.4 ± 8.5 years, with 53 (81.5%) males, and the median follow-up period was 30 [13.5-46.4] months. Patients with HbA1c ≥ 6.5% were significantly younger (68.8 ± 8.8 vs. 73.8 ± 7.9 years, p=0.015). Kaplan-Meier survival analysis revealed a significant association between HbA1c levels and stroke incidence (log-rank p=0.045), with a trend toward increased major adverse cardiovascular events (MACE) (log-rank p=0.038). Multivariable analysis confirmed that HbA1c was an independent predictor of major adverse limb events (MALE) (aHR: 3.387, CI: 1.078-10.643, p=0.037), while its association with stroke did not reach statistical significance (aHR: 3.205, CI: 0.959-10.716, p=0.059). No significant associations were found between HbA1c and myocardial infarction (p=0.415), acute heart failure (p=0.545), or all-cause mortality (p=0.246). Conclusion: HbA1c has been demonstrated to predict long-term MACE, Stroke and MALE following CEA independently. While its role in predicting other major cardiovascular events remains inconclusive, HbA1c serves as a readily available and cost-effective biomarker for vascular risk stratification in this population.
dc.language.isoeng
dc.rightsopenAccess
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectMedicina clínica
dc.subjectClinical medicine
dc.titleGlycated Hemoglobin as a Long-Term Predictor of Cardiovascular Outcomes in Patients Undergoing Carotid Endarterectomy
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Medicina
dc.identifier.tid204145074
dc.subject.fosCiências médicas e da saúde::Medicina clínica
dc.subject.fosMedical and Health sciences::Clinical medicine
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Medicina
thesis.degree.grantorFaculdade de Medicina
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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