Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/167951
Author(s): Maria Teresa Queirós dos Santos Pinto Coelho
Title: Tecnoferência Parental: O Papel do Stress Parental, da Parentalidade Consciente e do Uso Problemático da Internet
Issue Date: 2025-07-08
Description: O presente estudo teve como objetivo analisar o papel do stress parental, da parentalidade consciente e do uso problemático da internet na tecnoferência parental, que se refere à interferência da tecnologia, especialmente de dispositivos móveis, nas interações entre pais e filhos. Mais especificamente, investigou-se em que medida o stress parental, a autorregulação na parentalidade (dimensão da parentalidade consciente), e o uso da internet como forma de regulação de humor (dimensão do uso problemático da internet) contribuem para explicar a tecnoferência parental. A amostra foi constituída por 113 pais e mães com filhos em idade pré- escolar, dos quais 95 (84.1%) são do sexo feminino e 18 (15.9%) do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 25 e 54 anos. Os participantes tinham entre um e quatro filhos. Para a recolha de dados foi utilizado um questionário sociodemográfico e quatro instrumentos: Disrupt para medir a distração nas relações sociais e o uso da tecnologia parental, a Escala de Stress Parental para medir o stress parental, a Escala de Mindfulness Interpessoal na Parentalidade para medir a autorregulação na parentalidade e o Generalized Problematic Internet Use Scale 2 para medir o uso da internet como forma de regulação de humor. Procedeu- se ao modelo de regressão linear múltipla, e os resultados sugerem que pais que utilizam a internet como forma de regulação do seu humor reportam níveis mais elevados de interferência da tecnologia na relação com os seus filhos (r = .21, p = .032) . Verificou-se também que existe uma correlação negativa entre a tecnoferência parental e a autorregulação na parentalidade (r = -.28, p = .003), confirmando a hipótese de que pais com menores competências de gestão emocional demonstram maior tendência a envolver-se em comportamentos de interferência da tecnologia na relação com os seus filhos. Os resultados sugerem a importância de adoção de estratégias na parentalidade para minimizar o impacto desta interferência da tecnologia, bem como considerar dimensões emocionais dos pais na compreensão do impacto da tecnologia nas relações parentais. Salienta-se, assim, a necessidade de intervenções que não se limitem à gestão do tempo de ecrã, mas que promovam o bem-estar emocional e competências de autorregulação dos pais.
Subject: Psicologia
Psychology
Scientific areas: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
TID identifier: 204078857
URI: https://hdl.handle.net/10216/167951
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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