Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/167921
Author(s): Rui Martins Alves
Title: Impact of Maternal-Fetal Outcomes and Breastfeeding Hormones on Cardiac Reverse Remodeling
Issue Date: 2025-06-05
Abstract: Introduction: Pregnancy induces cardiac remodeling, characterized by left ventricular (LV) hypertrophy and dilation, which is expected to return to its pre-pregnancy structure after delivery by post-partum-induced reverse remodeling (RR). However, the impact of maternal-fetal outcomes and breastfeeding on cardiac RR is not yet well established. Aim: To investigate the impact of maternal factors [cardiovascular risk (CVR) factors and number of live births from previous pregnancies], pregnancy characteristics [cardiovascular complications induced by pregnancy and gestational duration], delivery outcomes [delivery type and newborn sex], breastfeeding and hormones [oxytocin and prolactin] on the cardiac RR induced by pregnancy. Methods: This prospective cohort study included volunteer pregnant women recruited from 2 tertiary centers between 2019 and 2024. Participants underwent transthoracic echocardiography and pulse wave velocity during the 3rd trimester [30-35 weeks, peak of cardiac remodeling], as well as at 1/6/12 months postpartum [distinct stages of cardiac RR]. Blood samples were collected in the 3rd trimester and 6 months after delivery to quantify oxytocin and prolactin plasma levels using ELISA kits. Generalized linear mixed-effects models were used to evaluate the extent of the RR and its predictors. Results: 169 participants were included, with a median age of 34[31;37] years, 36% of whom had at least one CVR factor. Most of the participants were primiparous (53%). Pregnancy complications occurred in 30% of the women. The median time of gestation was 39[38;40] weeks. C-section delivery was performed in 37% of the participants, and 53% of the newborns were male. Exclusive breastfeeding between 4.5 to 5.5 months was documented in 33.7% of women. Significant regression of left ventricle mass (LVM) index (34 [29;39]g/m2.7 to 31[26;36]g/m2.7, p<0.001), volume index (25[22;28]mL/m2.7 to 23[20;26]mL/m2.7, p<0.001), and relative wall thickness (0.36[0.32;0.40] to 0.33[0.30;0.37], p<0.001) were found as soon as 1 month postpartum. We observed a significant decrease in both oxytocin (1081.8 [642.5;1991.1]pg/mL to 234.4 [157.9;363.6]pg/mL, p<0.001) and prolactin plasma levels (42.8 [26.3; 58.4]ng/mL to 10.2 [6.9;13.7]ng/mL, p<0.001) between the 3rd trimester and 6 months postpartum. In the multivariable analysis, maternal CVR factors were associated with a reduced regression of the LVM index (8.35 [6.06; 10.64], p<0.001), whereas elevated prolactin levels were linked to a greater regression of the LVM index, suggesting a more pronounced process of RR (-2.22 [-3.75; -0.69], p=0.005). On the other hand, cardiovascular complications induced by pregnancy, offspring sex, mode of delivery (cesarean section), gestational duration, maternal parity, and woman that never breastfed exclusively did not demonstrate a statistically significant impact on postpartum LVM index regression. Conclusion: Substantial LVM index regression was observed as early as 1 month postpartum. The presence of maternal CVR factors significantly diminishes the regression of the postpartum LVM index, as opposed to elevated prolactin levels that were linked to a greater regression of the LVM index.
Description: Introdução: A gravidez induz um processo de remodelagem cardíaca, caracterizada por uma hipertrofia e dilatação do ventrículo esquerdo (VE), que é expectável retomar ao seu estado pré-gravídico após o parto num processo designado remodelagem reversa (RR). No entanto, o impacto dos desfechos materno-fetais e da amamentação na RR cardíaca ainda não se encontra bem esclarecida. Objetivo: Investigar o impacto de fatores maternos [fatores de risco cardiovascular (FRCV) e número de nados-vivos de gestações anteriores], características da gravidez [complicações cardiovasculares induzidas pela gestação e duração gestacional], resultado do parto [tipo de parto e sexo do recém-nascido], amamentação e hormonas [ocitocina e prolactina] na RR cardíaca induzida pela gravidez. Métodos: Este estudo de coorte prospetivo incluiu mulheres grávidas voluntárias recrutadas em dois centros terciários entre 2019 e 2024. As participantes realizaram um ecocardiograma transtorácico e quantificação da velocidade da onda de pulso no 3.º trimestre [30-35 semanas, pico da remodelação cardíaca] e aos 1/6/12 meses pós-parto [fases distintas da RR cardíaca]. Foram recolhidas amostras de sangue no 3.º trimestre e aos 6 meses pós-parto para quantificação dos níveis plasmáticos de ocitocina e prolactina através de kits ELISA. Modelos lineares generalizados de efeitos mistos foram utilizados para avaliar a extensão da RR cardíaca e os seus preditores. Resultados: Foram incluídas 169 participantes, com uma idade mediana de 34 [31;37] anos, das quais 36% apresentavam pelo menos um FRCV. A maioria das participantes eram primíparas (53%). Complicações cardiovasculares induzidas pela gravidez ocorreram em 30% das mulheres. O tempo mediano de gestação foi de 39 [38;40] semanas. O parto por cesariana foi realizado em 37% das participantes, e 53% dos recém-nascidos eram do sexo masculino. A amamentação exclusiva entre os 4,5 e 5,5 meses foi documentada em 33,7% das mulheres. Foi observada uma regressão significativa da massa indexada (34 [29;39] g/m²,⁷ para 31 [26;36] g/m²,⁷, p<0,001), dos volumes (25 [22;28] mL/m²,⁷ para 23 [20;26] mL/m²,⁷, p<0,001) e da espessura relativa da parede (0,36 [0,32;0,40] para 0,33 [0,30;0,37], p<0,001) do ventrículo esquerdo logo no primeiro mês pós-parto. Verificou-se ainda uma redução significativa nos níveis plasmáticos de ocitocina (1081,8 [642,5;1991,1] pg/mL para 234,4 [157,9;363,6] pg/mL, p<0,001) e prolactina (42,8 [26,3;58,4] ng/mL para 10,2 [6,9;13,7] ng/mL, p<0,001) entre o 3.º trimestre e os 6 meses pós-parto. Na análise multivariada, os FRCV maternos foram associados a uma menor regressão da massa do VE indexada (MVEi) (8,35 [6,06;10,64], p<0,001), enquanto níveis elevados de prolactina foram relacionados com uma maior regressão da MVEi, sugerindo um processo de RR mais acentuado (-2,22 [-3,75;-0,69], p=0,005). Por outro lado, complicações cardiovasculares induzidas pela gravidez, o sexo do recém-nascido, o tipo de parto (cesariana), a duração da gestação, a paridade materna e a ausência de amamentação exclusiva não demonstraram impacto estatisticamente significativo na regressão da MVEi no pós-parto. Conclusão: Foi observada uma regressão significativa da MVEi logo no primeiro mês pós-parto. A presença de FRCV maternos reduz significativamente a regressão da MVEi no pós-parto, enquanto níveis elevados de prolactina foram associados a uma maior regressão da MVEi.
Subject: Medicina clínica
Clinical medicine
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica
Medical and Health sciences::Clinical medicine
TID identifier: 204145236
URI: https://hdl.handle.net/10216/167921
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
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