Please use this identifier to cite or link to this item:
https://hdl.handle.net/10216/167673| Author(s): | Taísa Barbosa de Oliveira |
| Title: | Entre e além das fronteiras: migração, trabalho e sopros de resistência na academia portuguesa |
| Issue Date: | 2025-06-18 |
| Description: | A pesquisa que aqui apresento investiga como pessoas migrantes experienciam o desenvolvimento de suas carreiras acadêmicas nas universidades públicas portuguesas, examinando as intersecções entre migração, ambiente institucional e produção de conhecimento. Através de uma abordagem qualitativa em duas fases - um estudo exploratório com 6 entrevistas seguido do estudo principal com 31 entrevistas em profundidade - a pesquisa abrangeu profissionais de diferentes nacionalidades, áreas disciplinares e níveis de carreira. A análise revelou que as fronteiras precedem a chegada destas e destes profissionais e moldam decisivamente suas trajetórias. Embora Portugal emerja como uma porta aparentemente atrativa para a carreira acadêmica europeia, o país reproduz precariedades globais e injustiças históricas. No ambiente institucional, os resultados apontaram uma cultura acadêmica marcada por hierarquias rígidas e endogamia. Em alguns casos, a experiência acadêmica emerge como um "campo de batalhas", onde linguagem, corporeidade e abordagem intelectual se tornam territórios de confrontos e resistência. A precarização surge como mecanismo que dificulta ainda mais transformações estruturais profundas, permitindo apenas mudanças superficiais - ou, como designado no título, sopros de resistência. Na dimensão epistêmica, foram identificadas manifestações de injustiças em três níveis interligados: a deslegitimação de contribuições intelectuais, o cerceamento da agência na produção de conhecimento e obstáculos à participação plena na comunidade acadêmica, embora não se restrinjam a estes. Este cenário expõe como credenciais intelectuais são frequentemente sobrepujadas por marcadores de gênero, raciais e de nacionalidade, revelando como os regimes migratórios, racializados e hierárquicos se manifestam nas experiências acadêmicas. Emergiram duas principais estratégias de resistência: a "descolonização artesanal", caracterizada por intervenções deliberadas e politizadas, e a "moderação radical", que busca transformações de forma gradual e menos confrontativa. Os resultados apontam como a inclusão formal na academia coexiste com violências que fragmentam identidades sociais e epistêmicas, enquanto a presença destas/es profissionais expõe fraturas sistêmicas e impulsiona transformações na estrutura excludente da academia portuguesa. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/167673 |
| Document Type: | Tese |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Tese |
Files in This Item:
| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| 731977.pdf | Entre e além das fronteiras: migração, trabalho e sopros de resistência na academia portuguesa | 3.36 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.
