Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/167013
Author(s): Francisco Martins dos Santos
Title: Uterine rupture in pregnancy over 5 years: A retrospective descriptive study.
Issue Date: 2025-05-23
Abstract: Background: Uterine rupture is a rare but serious complication in Obstetrics, associated with maternal and fetal risks. This study evaluates its prevalence and outcomes in a Portuguese hospital. Methods: A retrospective review of complete uterine rupture cases (2019-2024) was conducted at the Local Health Unit of Tâmega e Sousa. Data included maternal characteristics, obstetric history, and outcomes. Results: Among 10,447 deliveries, 13 cases of uterine rupture occurred (12.44 per 10,000), primarily in women with prior caesarean sections (84.6%). Abnormal cardiotocography (76.9%) and abdominal pain (23.1%) were common signs. Fetal extrusion occurred in 69.2%. No maternal deaths were recorded, but perinatal mortality was 7.7%. Postpartum haemorrhage affected 61.5%, with five transfusions required. Conclusion: The prevalence of uterine rupture aligns with rates in developed countries. Caution is advised when using oxytocin in women with prior caesareans. Prompt detection and intervention are crucial to minimize complications.
Description: Introdução: A rotura uterina é uma complicação obstétrica rara, mas grave, associada a riscos maternos e fetais. Este estudo avalia a sua prevalência e desfechos clínicos num hospital português. Métodos: Foi realizada uma análise retrospetiva dos casos de rotura uterina completa (2019-2024) na Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa. Os dados incluíram características maternas, antecedentes obstétricos e desfechos clínicos. Resultados: Entre os 10.447 partos analisados, registaram-se 13 casos de rotura uterina (12,44 por 10.000), maioritariamente em mulheres com cesarianas prévias (84,6%). Os sinais mais comuns foram cardiotocografia anómala (76,9%) e dor abdominal (23,1%). A extrusão fetal verificou-se em 69,2% dos casos. Não se registaram mortes maternas, mas a mortalidade perinatal foi de 7,7%. A hemorragia pós-parto afetou 61,5% das mulheres, tendo sido necessárias cinco transfusões. Conclusão: A prevalência da rotura uterina está de acordo com as taxas observadas em países desenvolvidos. A utilização de ocitocina em mulheres com cesarianas prévias deve ser considerada com precaução. A deteção precoce e a intervenção rápida são essenciais para minimizar complicações.
Subject: Medicina clínica
Clinical medicine
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica
Medical and Health sciences::Clinical medicine
DOI: 10.34626/ccsp-a175
TID identifier: 204143101
URI: https://hdl.handle.net/10216/167013
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
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