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https://hdl.handle.net/10216/166964| Author(s): | Leonor de Sousa Braga Moreira de Sousa |
| Title: | Sclerectomies in nanophthalmos and idiopathic uveal effusion syndrome: a systematic review |
| Issue Date: | 2025-05-15 |
| Abstract: | Purpose: Different scleral decompression surgical procedures have been proposed for the treatment of idiopathic and nanophthalmic uveal effusion syndrome (UES). The aim of this review is to describe the different surgical approaches reported in the literature and compare the outcomes and complications between them. Methods: We searched PubMed/MEDLINE, Scopus and Web of Science for all articles that reported scleral decompressive surgical procedures for idiopathic and/or nanophthalmic UES treatment, as well as publications reporting prophylactic surgeries for uveal effusion in nanophthalmic eyes. Risk of bias was assessed using the Cochrane proposed tool for randomized controlled trials - RoB2 and the JBI checklist for case series and for cohort studies. Results: Twenty-eight articles were included and reviewed. Sclerectomies were the most frequently reported procedures, associated or not with sclerostomies or sclerotomies. Following in frequency were sclerostomies and sclerotomies alone, whereas vortex vein decompression (VVD) was the less frequently reported surgery. Overall, the articles demonstrated positive results in the resolution of uveal effusion and retinal/choroidal detachment, as well as in the prevention of uveal effusion in nanophthalmic eyes. Improvement in visual acuity (VA) was reported by most authors, except in cases with long-term retinal detachments (RD), where retinal damage prevented an enhancement of VA even with good anatomical results. Moreover, three studies included the use of adjunctive treatment to the surgeries, particularly mitomycin C (MMC) and intravitreal anti-VEGF injections. Complications of scleral decompression surgeries were reported in only ten articles and the most frequent and serious ones included phthisis bulbi, retinal and suprachoroidal hemorrhage, and vortex vein incision, among others. Conclusion: In general, scleral decompressive surgeries showed efficacy in treating and preventing UES. However, bigger studies would be necessary to minimize possible bias and to draw more solid conclusions regarding the benefit of surgical management of these patients, compared to a conservative one, and to better understand if adjunctive treatment can be, in fact, beneficial or not. |
| Description: | Objetivo: Diferentes técnicas cirúrgicas de descompressão da esclera têm sido propostas para o tratamento da síndrome de efusão uveal (SEU) idiopática e nanoftálmica. O objetivo desta revisão é descrever as diferentes abordagens cirúrgicas já reportadas na literatura e comparar os resultados e complicações entre elas. Métodos: Foram pesquisados na PubMed/MEDLINE, Scopus e Web of Science todos os artigos que reportavam técnicas cirúrgicas de descompressão da esclera para o tratamento de SEU idiopática e/ou nanoftálmica, bem como publicações relativas a cirurgias profiláticas para efusão uveal em olhos nanoftálmicos. O risco de viés foi avaliado com base na ferramenta para ensaios clínicos aleatorizados da Cochrane- Rob2 e na checklist JBI para case series e estudos cohort. Resultados: Vinte e oito artigos foram incluídos e analisados. Esclerectomias foram as técnicas mais frequentemente relatadas, associadas, ou não, a esclerostomias ou esclerotomias. Seguiram-se, em frequência, as esclerostomias e as esclerotomias realizadas isoladamente, enquanto a descompressão das veias do vórtex (DVV) foi a cirurgia menos frequentemente utilizada. Em geral, os estudos demonstraram resultados positivos na resolução da efusão uveal e do descolamento da retina/coróide, assim como na prevenção de efusão uveal em olhos nanoftálmicos. Uma melhoria na acuidade visual (AV) foi relatada pela maioria dos autores, exceto em casos de descolamentos de retina (DR) de longa duração, em que danos na retina impediram uma melhoria da AV, mesmo com bons resultados anatómicos. Além disso, três estudos incluíram tratamentos adjuvantes às cirurgias, nomeadamente mitomicina-C (MMC) e injeções intra-vítreas de anti-VEGF. Complicações de técnicas de descompressão escleral foram reportadas em apenas dez artigos, sendo que as mais frequentes e graves incluíam phthisis bulbi, hemorragia retiniana e supracoroideia, incisão das veias do vórtex, entre outras. Conclusão: De um modo geral, as cirurgias de descompressão escleral demonstraram eficácia no tratamento e prevenção de SEU. No entanto, são necessários estudos de maior dimensão para minimizar possíveis vieses e tirar conclusões mais sólidas relativamente ao benefício do tratamento cirúrgico destes pacientes, em comparação com um tratamento conservador, e para compreender melhor se o tratamento adjuvante é, efetivamente, benéfico ou não. |
| Subject: | Ciências médicas e da saúde Medical and Health sciences |
| Scientific areas: | Ciências médicas e da saúde Medical and Health sciences |
| DOI: | 10.34626/h9jh-sk67 |
| TID identifier: | 204143900 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/166964 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| License: | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ |
| Appears in Collections: | FMUP - Dissertação |
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