Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/166931
Author(s): João Miguel Soares Coelho da Silva
Title: Linking factors to incisional hernia following cytoreductive surgery with hyperthermic intraperitoneal chemotherapy
Issue Date: 2025-05-13
Abstract: Introduction: One of the most found complications of cytoreductive surgery plus hyperthermic intraperitoneal chemotherapy is the development of incisional hernia, which is associated with higher need for re-intervention, decreased quality of life with a negative impact on patient's self-image and functional capability. Risk factors for its development remain unclear in this specific patient subset. This paper aims to analyze the incidence of incisional hernia in patients submitted to cytoreductive surgery ± hyperthermic intraperitoneal chemotherapy and identify risk factors related to its development. Methods: A retrospective observational study was conducted at São João University Hospital, considering adult patients who underwent cytoreductive surgery ± hyperthermic intraperitoneal chemotherapy, for peritoneal malignancy between July 2010 and December 2024. Data on demographic characteristics, laboratorial and imaging findings, surgical procedures, follow-up and outcomes were collected. Results: Our population comprised 210 adult patients, with a minimum follow up time of 3 months. Thirteen (6,2 %) patients developed incisional hernia, with a median time for development of 3,5 months. In univariate analysis, undergoing systemic therapy was a statistically significant protective factor for the development of incisional hernia in patients undergoing cytoreductive surgery for peritoneal carcinomatosis (OR: 0,294; p:0,038). Male gender and a body mass index > 25kg/m2 (OR: 7,741; 95% CI:0,979-61,224; p: 0.052) demonstrated a positive correlation with incisional hernia rate, despite not being statistically significant. Discussion: Our population's low incidence of incisional hernia (6,2%) after cytoreductive surgery might be explained by our center's surgical expertise and standardized practices, shared by a restricted group of specialized surgeons. Population heterogeneity found in literature, different criteria for incisional hernia consideration and different follow-up approaches may also contribute to the higher rates of prior reports. Undergoing systemic therapy proved to be a protective factor against incisional hernia development. This is possibly explained by the reduction of the associated tumor burden, ascites and intra-abdominal pressure, and the improvement in the tissue regeneration capacity. Inability to show statistical significance for our other variables, especially those near statistical significance, is believed to pertain to our study limitations, namely a lower minimum follow-up time, low number of events on each category due to population heterogeneity and missing data. Conclusion: The incidence of incisional hernia in our population (6,2%) was below the range reported in literature. Undergoing systemic therapy was presented as a protective factor for incisional hernia development in our population, and no differences between systemic therapy timing were found.
Description: Introdução: Uma das complicações mais frequentemente descritas da cirurgia citorredutora associada a quimioterapia intraperitoneal hipertérmica é o desenvolvimento de hérnia incisional, que se associa a maiores taxas de reintervenção e a uma menor qualidade de vida para os doentes, com impacto negativo na sua autoimagem e capacidade funcional. Fatores de risco para o seu surgimento estão ainda por esclarecer, relativamente a este grupo específico de doentes. Este trabalho tem como objetivo analisar a incidência de hérnia incisional no contexto pós-cirurgia de citorredução, seguida ou não da realização de quimioterapia intraperitoneal hipertérmica e identificar possíveis fatores de risco relacionados com o seu desenvolvimento. Métodos: Foi realizado um estudo observacional retrospetivo no Hospital Universitário de São João, considerando doentes adultos submetidos a cirurgia citorredutora, com ou sem quimioterapia intraperitoneal hipertérmica, por carcinomatose peritoneal, no período compreendido entre julho 2010 e dezembro 2024. Foram integrados dados sobre as características demográficas, achados clínico laboratoriais e imagiológicos, procedimentos cirúrgicos, follow-up e outcomes cirúrgicos. Resultados: A nossa população foi composta por 210 doentes, com um tempo mínimo de follow-up de 3 meses. Treze doentes (6,2%) apresentaram hérnia incisional, com um tempo mediano para o desenvolvimento de hérnia incisional de 3,5 meses. Na análise univariada, a realização de tratamento sistémico (OR: 0,294; p: 0,038) foi considerada um fator protetor, estatisticamente significativo, para o desenvolvimento de hérnia incisional em doentes submetidos a cirurgia citorredutora por carcinomatose peritoneal. O género masculino e um índice de massa corporal superior a 25 kg/m² (OR: 7,741; IC 95%: 0,979-61,224; p: 0,052) demonstraram uma correlação positiva com a taxa de hérnia incisional, apesar de não terem sido estatisticamente significativos na análise univariada. Discussão: A baixa incidência de hérnia incisional (6,2%) após cirurgia de citorredução, observada na nossa população, poderá ser explicada pela experiência cirúrgica do nosso centro e práticas uniformizadas, partilhadas por um grupo restrito de cirurgiões especializados. A heterogeneidade da população em estudo face à encontrada na literatura, os diferentes critérios para consideração de hérnia incisional e as distintas abordagens de follow-up podem também contribuir para as maiores taxas de hérnia incisional descritas até ao momento. O tratamento sistémico como fator protetor para o desenvolvimento de hérnia incisional na nossa população pode ser explicado pela redução da carga tumoral associada, redução da ascite e pressão intra-abdominal, e melhoria da capacidade de regeneração dos tecidos. A incapacidade de demonstrar significância estatística para as restantes variáveis, especialmente aquelas com tendência para significância, acredita-se poder estar relacionada com as limitações do nosso estudo, nomeadamente um tempo mínimo de follow-up reduzido, o baixo número de eventos devido à heterogeneidade da população e a existência de dados ausentes. Conclusão: A incidência de hérnia incisional na nossa população (6,2%) foi inferior ao intervalo reportado na literatura. Apenas o tratamento sistémico se apresentou como fator protetor para o desenvolvimento de hérnia incisional na nossa população, não tendo sido encontradas diferenças entre os diferentes momentos de administração desta terapêutica.
Subject: Medicina clínica
Clinical medicine
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica
Medical and Health sciences::Clinical medicine
DOI: 10.34626/r6e4-cz64
TID identifier: 204143721
URI: https://hdl.handle.net/10216/166931
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
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