Please use this identifier to cite or link to this item:
https://hdl.handle.net/10216/166897Full metadata record
| DC Field | Value | Language |
|---|---|---|
| dc.creator | Miguel Loureiro Fernandes | |
| dc.date.accessioned | 2026-01-26T00:40:55Z | - |
| dc.date.available | 2026-01-26T00:40:55Z | - |
| dc.date.issued | 2025-04-10 | |
| dc.date.submitted | 2025-02-12 | |
| dc.identifier.other | sigarra:727016 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/10216/166897 | - |
| dc.description | Contexto As fraturas do anel pélvico, embora relativamente raras, são uma preocupação significativa em traumatologia ortopédica, particularmente porque envolvem frequentemente os ramos iliopúbicos (IP). Estas estruturas são cruciais para a estabilidade pélvica e a locomoção. Lesões nos ramos IP podem levar a défices funcionais e recuperação prolongada. A redução aberta e fixação interna (ORIF) é amplamente utilizada, mas apresenta desafios como invasividade, duração cirúrgica e complicações pós-operatórias. Consequentemente, a fixação retrógrada percutânea surgiu como uma alternativa menos invasiva. No entanto, uma compreensão precisa dos parâmetros anatómicos e radiológicos que regem a colocação do parafuso é essencial para minimizar complicações e otimizar os resultados. Questões/Objetivos Este estudo tem como objetivo (1) descrever a morfologia e as variações anatómicas dos ramos IP, (2) definir um possível corredor de segurança para a fixação percutânea de parafusos, (3) analisar a relação entre os ramos IP e as principais estruturas neurovasculares e (4) debater os nossos achados comparando os mesmos em diferentes populações para identificar diferenças anatómicas, padrões e relações cirurgicamente relevantes. Pacientes/Métodos Foi realizada uma análise retrospetiva transversal em 29 pacientes (25 no lado esquerdo e 23 no lado direito, totalizando 48 ramos IP) utilizando tomografia computorizada (TC) de alta resolução, só sendo possível comparar o lado esquerdo com o lado direito em 19 casos, não tendo sido encontradas diferenças estatisticamente significativas em qualquer variável. Foram registados parâmetros morfométricos, incluindo forma dos ramos, diâmetros e a sua relação com estruturas neurovasculares. Os pacientes tinham 18 anos ou mais, eram de ascendência caucasiana e possuíam imagens de TC adequadas. Casos com fraturas graves, doenças metabólicas ósseas ou tumores foram excluídos. A análise estatística avaliou variações com base no sexo, lateralidade e estado da fratura. A fiabilidade das medições foi garantida através de coeficientes de correlação intraclasse (ICC), e análises comparativas foram conduzidas utilizando testes não paramétricos. Resultados (1) As formas mais comuns dos ramos foram triangular e trapezoidal, sendo as formas circular e quadrangular menos frequentes. (2) O diâmetro mediano mais estreito é significativamente maior nos homens (8.67 mm) do que nas mulheres (6.83 mm) (p = 0.011) no lado esquerdo, o que influencia a seleção do parafuso. (3) O feixe neurovascular obturador está localizado a uma distância mediana de 3 mm dos ramos IP em ambos os lados, esquerdo (p=0.976) e direito (p=0.146), destacando o risco de lesão neurovascular durante a fixação. A veia ilíaca externa (VIE) está posicionada aproximadamente a 5 mm dos ramos, enquanto a artéria ilíaca externa (AIE) se encontra a uma distância mediana de 11 mm. Foram observadas diferenças significativas entre sexos na proximidade da veia ilíaca externa aos ramos IP do lado esquerdo (p = 0.032). Conclusão Os nossos achados destacam a importância do planeamento pré-operatório e da imagiologia em tempo real para mitigar os riscos de lesão neurovascular. A proximidade do feixe neurovascular obturador e dos vasos ilíacos externos aos ramos IP exige precisão nas técnicas de fixação percutânea. A VIE, situada mais próxima dos ramos a aproximadamente 5 mm, apresenta um risco mais elevado de lesão iatrogénica do que a AIE, que se encontra a 11 mm. Dadas as variações anatómicas, a seleção personalizada dos parafusos é essencial, sendo os parafusos de 6.5 mm geralmente mais seguros para homens e os de 4.5 mm para mulheres. As pacientes do sexo feminino podem ter um risco mais elevado de lesão vascular devido aos seus ramos mais estreitos e à maior proximidade dos vasos ilíacos externos. Investigações futuras devem focar-se em amostras maiores e técnicas de imagiologia avançadas para refinar os corredores de segurança neurovascular e melhorar a segurança cirúrgica. Nível de evidência: Nível IV. | |
| dc.description.abstract | Background Pelvic ring fractures, though relatively rare, are a significant concern in orthopedic trauma, particularly as they frequently involve the iliopubic (IP) rami. These structures are crucial for pelvic stability and locomotion. Injuries to the IP rami can lead to functional impairment and prolonged recovery. Traditional open reduction and internal fixation (ORIF) is widely used but presents challenges such as invasiveness, surgical duration, and postoperative complications. Consequently, percutaneous retrograde fixation has emerged as a less invasive alternative. However, a precise understanding of the anatomical and radiological parameters governing screw placement is essential to minimize complications and optimize outcomes. Questions/Purposes This study aims to (1) describe the morphology and anatomical variations of the IP rami, (2) define a potential safety corridor for percutaneous screw fixation, (3) analyze the relationship between the IP rami and major neurovascular structures, and (4) discuss our findings by comparing with previous reports in different populations to identify anatomic differences, patterns, and surgical important relations. Patients/Methods A retrospective cross-sectional analysis was conducted on 29 patients (25 on the left and 23 on the right totalizing 48 IP rami), using high-resolution computed tomography (CT) scans, being only possible to compare the left and right values in 19 cases, having not found significant differences between the left and right sides in any variable. Morphometric parameters were recorded, including rami shape, diameters, and their relationship with neurovascular structures. Patients were 18 years or older, of Caucasian descent, with adequate CT imaging. Cases with severe fractures, metabolic bone disorders, or tumors were excluded. Statistical analysis assessed variations based on sex, laterality, and fracture status. The reliability of measurements was ensured through intraclass correlation coefficients (ICC), and comparative analyses were conducted using nonparametric tests. Results (1) The most common rami shapes were triangular and trapezoidal, with circular and quadrangular shapes occurring less frequently. (2) The median narrowest diameter is significantly larger in males (8.67 mm) than in females (6.83 mm) (p=0.011) on the left side, which influences screw selection. (3) The obturator neurovascular bundle is located at a median distance of 3 mm from the IP rami on both the left (p=0.976) and right sides (p=0.146), highlighting the risk of neurovascular injury during fixation. The external iliac vein (EIV) is positioned approximately 5 mm from the rami, while the external iliac artery (EIA) is located at a median distance of 11 mm. Significant sex-based differences in the proximity of the external iliac vein to the IP rami on the left side were observed (p=0.032). Conclusion Our findings highlight the importance of preoperative planning and real-time imaging to minimize neurovascular injury risks. The proximity of the obturator neurovascular bundle and external iliac vessels to the IP rami necessitates precision in percutaneous fixation techniques. The EIV, lying closer to the rami at approximately 5 mm, presents a higher risk of iatrogenic injury than the EIA, which is positioned at 11 mm. Given anatomical variations, tailored screw selection is essential, with 6.5 mm screws generally safer for males and 4.5 mm for females. Female patients may have a higher risk of vascular injury due to their narrower IP rami and closer external iliac vessels positioning. Future research should focus on larger sample sizes and advanced imaging techniques to refine neurovascular safety corridors and improve surgical safety. Level of Evidence: Level IV. | |
| dc.language.iso | eng | |
| dc.rights | openAccess | |
| dc.rights.uri | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ | |
| dc.subject | Medicina clínica | |
| dc.subject | Clinical medicine | |
| dc.title | Relações vasculares dos ramos ileopúbicos e sua implicação clínica na fixação retrógrada percutânea | |
| dc.type | Dissertação | |
| dc.contributor.uporto | Faculdade de Medicina | |
| dc.identifier.doi | 10.34626/7dj2-4267 | |
| dc.identifier.tid | 204144795 | |
| dc.subject.fos | Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica | |
| dc.subject.fos | Medical and Health sciences::Clinical medicine | |
| thesis.degree.discipline | Mestrado Integrado em Medicina | |
| thesis.degree.grantor | Faculdade de Medicina | |
| thesis.degree.grantor | Universidade do Porto | |
| thesis.degree.level | 1 | |
| Appears in Collections: | FMUP - Dissertação | |
Files in This Item:
| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| 727016.pdf | Relações vasculares dos ramos ileopúbicos e sua implicação clínica na fixação retrógrada percutânea | 1.67 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
This item is licensed under a Creative Commons License
