Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/165137
Author(s): Mariana Teixeira Martins Marta
Title: Perceções, barreiras e comportamentos alimentares saudáveis e sustentáveis da comunidade académica da Universidade do Porto
Issue Date: 2022-12-14
Abstract: Background: Climate change is a reality that has serious, complex and interconnected consequences in the various environmental, social, economic and health dimensions. The food system contributes to climate change, but also suffers its consequences. The sustainable transformation of food systems is urgent and involves consumers. However, scientific evidence about consumers' perspectives is still scarce. The academic community is an interesting population because it integrates individuals with distinct characteristics, that can be the target of actions and a starting point for future investigations in other populations. Objectives: To describe and characterize healthy and sustainable eating perceptions, barriers and behaviours of the academic community of the University of Porto and possible areas for future action. Methodology: A cross-sectional observational study was developed. An online questionnaire was built and all members of the academic community were invited to voluntarily answer it between December 2020 and March 2021. Descriptive and inferential statistical analysis was carried out. To reduce the size of the data, a Principal Component Analysis (PCA) was performed and associations between the dimensions and the behaviour variables were observed through ordinal regression. Results: The sample was mostly female (75.8%), aged under 25 (52.3%) and student (69.8%). The perception of the concept of sustainability (Med = 8, 7-8) and human responsibility for climate change was high (Med = 9, 9-10) and they were willing to change (Med = 9, 8-10). Food waste was the behaviour perceived as having the greatest environmental impact (Med = 9, 8-10). Taste was the most important purchase factor (Med = 9, 8-10), the biggest barrier to the practice of a sustainable diet was price (Med = 7, 5-8) and enjoying eating meat was the most important barrier to reduce its consumption (Med = 7, 4-9). The PCA resulted in three major dimensions named "Perceptions of environmental impacts and human responsibility", "Barriers" and "Perceptions of sustainability". Women (M = 51,29, DP = 9,10, p<,001), who participated in environmental protection activities (M = 53,31, DP = 8,45, p = ,004), those under the age of 25 (M = 50,83, DP = 10,10, p = ,028), who had a meat-free diet (M = 57,11, DP = 7,36, p<,001) and when they themselves prepared and cooked food (M = 50,66, DP = 9,57, p = ,040) had more perceptions of environmental impacts and human responsibility. Those who did not participate in environmental protection activities (M = 50,56, DP = 9,74, p = ,010), were under 25 years old (M = 50,95, DP = 10,85, p = ,036), had a "Low" income perception (M = 52,00, DP = 8,87, p = ,009), practiced an omnivorous diet (M = 52,35, DP = 8,80, p<,001) and those who left the purchase (M = 51,35, DP = 10,36, p = ,041), preparation and cooking of meals to their parents (M = 52,65, DP = 9,54, p<,001) had more barriers. Those who participated in environmental protection activities (M = 52,26, DP = 8,30, p = ,047), were at least 55 years old (M = 55,16, DP = 8,51, p<,001), had a doctorate degree (M = 54,80, DP = 8,61, p<,001), were teachers (M = 55,40, DP = 8,99, p<,001), perceived their income as "Reasonable" (M = 50,77, DP = 9,71, p = ,019) and who acquired (M = 51,68, DP = 9,65, p<,001), prepared and cooked their own meals (M = 51,31, DP = 9,77, p = ,004) had greater perceptions of sustainability. In general, having more perceptions increased the probability of having sustainable behaviours, and the opposite was true for barriers. Conclusion: This sample from the academic community of the University of Porto had a high perception of sustainability and was motivated to change. Environmental factors are not very important when shopping for food. It was evident that, in general, those who have greater perceptions of environmental impacts and sustainability and fewer barriers also have more sustainable eating behaviours. Educational and consumer awareness initiatives have the potential to change habits and should focus on men, young people, households, less educated and with lower income. The role of governments is also essential through systemic changes like legislation and subsidies that contribute to diminishing barriers.
Description: Introdução: As alterações climáticas são uma realidade e têm consequências graves, complexas e interligadas nas diversas dimensões ambientais, sociais, económicas e da saúde. O sistema alimentar contribui para as alterações climáticas, mas também sofre as consequências. A transformação sustentável dos sistemas alimentares é necessária, urgente e deve envolver também os consumidores. Contudo, o conhecimento científico acerca das perspetivas do consumidor ainda é escasso. A comunidade académica é uma população interessante pois integra indivíduos com características distintas, pode ser alvo de intervenções e ser um ponto de partida para futuras investigações noutras populações. Objetivos: Descrever e caracterizar as perceções, barreiras e comportamentos alimentares saudáveis e sustentáveis da comunidade académica da Universidade do Porto e identificar potenciais áreas de ação futuras. Metodologia: Desenvolveu-se um estudo observacional transversal. Construiu-se um questionário online e convidaram-se todos os membros da comunidade académica à participação voluntária entre dezembro de 2020 e março de 2021. Procedeu-se à análise estatística descritiva e inferencial. Para reduzir a dimensão dos dados realizou-se uma Análise dos Componentes Principais (ACP) e observaram-se associações entre as dimensões e as variáveis dos comportamentos através da regressão ordinal. Resultados: Esta amostra era maioritariamente feminina (75,8%), com menos de 25 anos (52,3%) e estudante (69,8%). Tinha uma perceção elevada do conceito de sustentabilidade (Med = 8, 7-8), da responsabilidade humana das alterações climáticas (Med = 9, 9-10) e estava disposta a mudar (Med = 9, 8-10). O desperdício alimentar foi o comportamento percecionado como tendo o maior impacte ambiental (Med = 9, 8-10). O sabor foi o fator de compra mais importante (Med = 9, 8-10), o preço a maior barreira à prática de uma alimentação sustentável (Med = 7, 5-8) e gostar de comer carne à diminuição do seu consumo (Med = 7, 4-9). A ACP resultou nas três grandes dimensões "Perceções de impactes ambientais e responsabilidade humana", "Barreiras" e "Perceções de sustentabilidade". As mulheres (M = 51,29, DP = 9,10, p<,001), quem participava em atividades de proteção ambiental (M = 53,31, DP = 8,45, p = ,004), jovens com menos de 25 anos (M = 50,83, DP = 10,10, p = ,028), quem tinha uma dieta sem carne (M = 57,11, DP = 7,36, p<,001) e quando o próprio preparava e confecionava os alimentos (M = 50,66, DP = 9,57, p = ,040) tinham mais perceções dos impactes ambientais e responsabilidade humana. Quem não participava em atividades de proteção ambiental (M = 50,56, DP = 9,74, p = ,010), tinha menos de 25 anos (M = 50,95, DP = 10,85, p = ,036), uma perceção do rendimento "Baixo" (M = 52,00, DP = 8,87, p = ,009), praticava uma dieta omnívora (M = 52,35, DP = 8,80, p<,001) e quem deixava a aquisição (M = 51,35, DP = 10,36, p = ,041), preparação e confeção das refeições para os pais (M = 52,65, DP = 9,54, p<,001) tinham mais barreiras. Quem participava em atividades de proteção ambiental (M = 52,26, DP = 8,30, p = ,047), tinha 55 anos ou mais (M = 55,16, DP = 8,51, p<,001), era doutorado (M = 54,80, DP = 8,61, p<,001), docente (M = 55,40, DP = 8,99, p<,001), percecionava o seu rendimento como "Razoável" (M = 50,77, DP = 9,71, p = ,019) e era o próprio a adquirir (M = 51,68, DP = 9,65, p<,001), preparar e confecionar as suas refeições (M = 51,31, DP = 9,77, p = ,004) tinha maiores perceções de sustentabilidade. De uma forma geral, ter maiores perceções aumentava a probabilidade de ter comportamentos sustentáveis, e o contrário acontecia para maiores barreiras. Conclusão: Esta amostra da comunidade académica da Universidade do Porto tinha uma perceção elevada de sustentabilidade, e estava motivada para mudar. Os fatores ambientais ainda não são muito importantes no momento de compras alimentares. Ficou evidenciado que, na generalidade, quem tem perceções maiores dos impactes ambientais e sustentabilidade e menos barreiras tem também mais comportamentos alimentares sustentáveis. Ações de educação e sensibilização dos consumidores têm potencial para alterar os comportamentos e devem focar-se nos homens, jovens, agregados familiares, menos escolarizados e com menor rendimento. Alterações sistémicas também podem contribuir, reduzindo barreiras através de legislação e subsídios, pelo que o papel dos governos também se torna revela essencial.
Subject: Ciências da saúde
Health sciences
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Ciências da saúde
Medical and Health sciences::Health sciences
DOI: 10.34626/b5kz-rk22
TID identifier: 204144663
URI: https://hdl.handle.net/10216/165137
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/
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