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https://hdl.handle.net/10216/163810Full metadata record
| DC Field | Value | Language |
|---|---|---|
| dc.creator | Catarina Albuquerque Pires | |
| dc.date.accessioned | 2025-11-10T21:21:09Z | - |
| dc.date.available | 2025-11-10T21:21:09Z | - |
| dc.date.issued | 2024-11-27 | |
| dc.date.submitted | 2024-07-31 | |
| dc.identifier.other | sigarra:699381 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/10216/163810 | - |
| dc.description | Introdução: A dor crónica é a principal causa de incapacidade globalmente, tendo um impacto significativo na qualidade de vida dos indivíduos desde a infância. Pouco se sabe se perfis de dor adversos em idades pediátricas, incluindo reportes de dor e respostas somatossensoriais a estímulos dolorosos, podem também ter um efeito a longo prazo na qualidade de vida, particularmente fora de contextos clínicos. Os nossos objetivos foram (1) avaliar a associação entre o histórico de dor reportada (dor musculoesquelética crónica e dor múltipla) e a qualidade de vida aos 18 anos, e (2) testar se as respostas de dor experimental aos 13 anos predizem a qualidade de vida cinco anos depois. Métodos: O estudo tem por base dados da Geração XXI, uma coorte de nascimento de base populacional estabelecida em 2005/06, no Porto (Portugal). Após o recrutamento ao nascimento, toda a coorte foi convidada a participar em reavaliações, incluindo aos 13 anos (49% de participação) e aos 18 anos (13.4% de participação). O questionário de Luebeck Pain foi utlizado para recolher dados sobre o histórico de dor aos 13 e aos 18 anos. Utilizámos como exposições dor múltipla (dois ou mais locais de dor) e dor musculoesquelética crónica (dor principal localizada nas costas, pescoço/ombros, membros superiores e inferiores, ancas, dor musculoesquelética não especificada ou dor generalizada com duração superior a 3 meses). Adicionalmente, uma subamostra foi submetida a testes sensoriais quantitativos através de algometria de pressão computorizada. Para avaliar a sensibilidade à dor por pressão, foram recolhidos os limiares de deteção e tolerância à dor. Os participantes foram também submetidos a 10 estímulos de pressão sequenciais, onde avaliaram a intensidade através de uma escala visual analógica. As pontuações médias dos estímulos 1-4 e 8-10 foram calculadas e o efeito de somação temporal da dor foi definido como a diferença entre os estímulos 1-4 e os estímulos 8-10. Aos 18 anos, devido a restrições relacionadas com a COVID-19, foi realizada uma avaliação remota onde os participantes responderam a questionários através de uma aplicação móvel (ispup.up.pt/sepia). A qualidade de vida foi avaliada em seis subescalas (bem-estar físico, bem-estar emocional, autoestima, família, amigos e escola), utilizando o questionário validado Kiddo-KINDL. A qualidade de vida global foi quantificada como a soma da pontuação de cada subescala. A análise comparativa foi realizada utilizando testes t. As associações entre as respostas de dor experimental e a qualidade de vida foram quantificadas com regressão linear. Para explorar a associação entre a dor em ambos os momentos e a qualidade de vida aos 18 anos, foi realizada uma análise de variância (ANOVA) de duas vias. Resultados: Tanto a dor múltipla como a dor musculoesquelética crónica aos 13 anos estavam significativamente associadas a pontuações mais baixas na qualidade de vida para as dimensões de bem-estar físico (p=0.005 e p=0.002, respetivamente), bem-estar emocional (p=0.041 e p=0.036) e amigos (p=0.040 e p=0.020). Quanto às respostas de dor experimental, não foram encontradas associações claras entre os limiares de deteção ou tolerância à dor por pressão aos 13 anos e a qualidade de vida aos 18 anos, contudo a somação temporal da dor foi associada ao bem-estar físico (média -2.24, IC95% -4.31 a -0.18), bem-estar emocional (-3.77, -6.05 a -1.48), amigos (-3.03, -5.22 a -0.84) e a qualidade de vida global (-2.23, -3.86 a -0.60). Os participantes que não reportaram dor múltipla nem aos 13 nem aos 18 anos apresentaram pontuações mais elevadas em todas as dimensões da qualidade de vida, enquanto que os que reportaram dor múltipla em ambas as idades mostraram pontuações mais baixas na qualidade de vida aos 18 anos, nas dimensões de bem-estar físico, bem-estar emocional e amigos. Da mesma forma, as pontuações da qualidade de vida foram inferiores nos adolescentes que reportaram dor musculosquelética crónica tanto aos 13 como aos 18 anos em quase todas as dimensões, exceto na da família. Conclusão: Um histórico de dor múltipla ou dor musculoesquelética crónica durante a adolescência está associado a uma menor qualidade de vida no início da vida adulta. Os nossos resultados mostram as implicações a longo prazo da dor pediátrica e a importância de considerar as dinâmicas de perceção de dor no desenvolvimento do futuro bem-estar psicossocial. | |
| dc.description.abstract | Introduction: Chronic pain conditions are the major cause of disability worldwide and interfere significantly with the quality of life of individuals from early ages. Little is known on whether adverse pain profiles in pediatric ages, including pain reports and somatosensory responses to painful stimuli, may also have a long-term effect on quality of life, particularly in non-clinical settings. We aimed to (1) assess the association between reported pain history (multisite and chronic musculoskeletal pain) and quality of life at age 18, and (2) Test whether experimental pain responses at age 13 years predict quality of life five years later. Methods: We used data from Generation XXI, a population-based birth cohort established in 2005/6, in Porto, Portugal. After recruitment at birth, the whole cohort was invited to attend follow-up evaluation waves, including at ages 13 (49% of participation) and 18 (13.4% of participation) years. The Luebeck pain questionnaire was used to collect data on pain history at age 13 and 18 years. We used as exposures multisite pain (two or more pain sites) and chronic musculoskeletal pain (principal pain in lower/mid back, neck/shoulders, upper and lower limbs, hips, unspecified musculoskeletal, or generalized pain lasting over 3 months). Additionally, a subsample underwent quantitative sensory testing using computerized cuff pressure algometry. To assess pressure pain sensitivity, pain detection (PDT) and tolerance thresholds (PTT) were collected. Participants also underwent 10 sequential PTT pressure stimuli, which they rated using a visual analogue scale (VAS) for intensity. Average scores for stimuli 1-4 (VAS-I) and 8-10 (VAS-II) were computed and temporal summation of pain effect was defined as VAS-II minus VAS-I. At age 18, due to COVID-19-related restrictions, a remote evaluation was conducted where participants answered questionnaires via a dedicated mobile app (ispup.up.pt/sepia). Quality of life was assessed in six subscales (physical well-being, emotional well-being, self-esteem, family, friends and school) using the validated Kiddo-KINDL questionnaire. The overall quality of life was quantified as the sum of subscale scores. Comparative analysis was conducted using t-tests. Associations between experimental pain responses and quality of life were quantified using linear regression. To explore the association between pain at both time points and quality of life at age 18 we conducted a two-way analysis of variance (ANOVA). Results: Both multisite and chronic musculoskeletal pain at age 13 were found to be significantly associated with lower quality of life scores for the physical well-being (p=0.005 and p=0.002, respectively), emotional well-being (p=0.041 and p=0.036) and friends (p=0.040 and p=0.020) dimensions. As for experimental pain responses, there were no clear associations between pressure pain detection or tolerance thresholds at 13 and quality of life at 18 but temporal summation of pain was associated with physical well-being (mean -2.24, 95%CI -4.31 to -0.18), emotional well-being (-3.77, -6.05 to -1.48), friends (-3.03, -5.22 to -0.84) and overall quality of life (-2.23, -3.86 to -0.60). Participants who did not report multisite pain at either age 13 or 18 years reported higher quality of life scores across all dimensions, while those who reported multisite pain at both ages showed lower quality of life scores at 18 for physical well-being, emotional well-being and 'friends' dimensions. Similarly, results on quality of life scores were found to be the lowest in adolescents reporting chronic musculoskeletal pain at both ages 13 and 18 across most dimensions, except for the family dimension. Conclusion: An history of multisite or chronic musculoskeletal pain throughout adolescence is associated with lower quality of life at the beginning of adult life. Our findings underline the long-term implications of pediatric pain and the importance of considering pain perception dynamics in shaping future psychosocial well-being. | |
| dc.language.iso | eng | |
| dc.rights | openAccess | |
| dc.rights.uri | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ | |
| dc.subject | Ciências médicas e da saúde | |
| dc.subject | Medical and Health sciences | |
| dc.title | Long-term effect of pain history and experimental pain responses on adolescents' quality of life: a cohort study | |
| dc.type | Dissertação | |
| dc.contributor.uporto | Faculdade de Medicina | |
| dc.identifier.doi | 10.34626/kdc3-ed18 | |
| dc.identifier.tid | 203751361 | |
| dc.subject.fos | Ciências médicas e da saúde | |
| dc.subject.fos | Medical and Health sciences | |
| thesis.degree.discipline | Mestrado em Saúde Pública | |
| thesis.degree.grantor | Faculdade de Medicina | |
| thesis.degree.grantor | Universidade do Porto | |
| thesis.degree.level | 1 | |
| Appears in Collections: | FMUP - Dissertação | |
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| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| 699381.pdf | Dissertação_Catarina_Pires | 2.25 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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