Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/163779
Author(s): Rui Miguel Fernandes Salgado
Title: Psychiatry and Child and Adolescent Psychiatry Residents' Perspectives About Psychotherapy Training in Portugal
Issue Date: 2024-12-03
Abstract: Introduction: Psychotherapy is an effective treatment for various mental disorders. Most recommendations advocate training in psychotherapy for psychiatry and child and adolescent psychiatry residents. However, incorporating psychotherapy training into the curricula of psychiatric residency programs has proven difficult. In Portugal, competence in psychotherapy is not obligatory to become a psychiatrist or a child and adolescent psychiatrist. Our study aims to analyze the perspectives of psychiatry and child and adolescent psychiatry residents on psychotherapy training in Portugal. Methods: The authors developed a voluntary, online, anonymous self-report questionnaire, which the two national associations of psychiatry and child and adolescent psychiatry trainees sent by e-mail to residents. Results: The response rate was 29.9%. The main results were that the majority of Portuguese psychiatry and child and adolescent psychiatry trainees state that their institution does not provide psychotherapy training (95.2%) and that they are dissatisfied with the psychotherapy training supplied by their residency centers (96.8%). All residents agreed that psychotherapy training involves a significant monetary investment, and almost all (96.8%) believed it involves a substantial investment in terms of time in the long term. Likewise, the vast majority of trainees (94.4%) defended psychotherapy training should be included within the residency work schedule. Crucially, psychiatry and child and adolescent psychiatry residents are interested in psychotherapy training (93.6%), and most regard psychotherapy as an obligatory competency of the residency training program (85.7%). About 40% of respondents mentioned they were in personal psychotherapy during the residency. More than two-thirds (70.6%) of residents consider initiating or continuing psychotherapy training after residency. Regarding the modalities that should be included in the residency program, residents pointed out cognitive-behavioral therapy, family therapy, interpersonal psychotherapy, psychodynamic psychotherapy, and support psychotherapy. Discussion and conclusion: Serious reflection about modifications in residency curricula must be made so future psychiatrists can be qualified to provide a biopsychosocial model of psychiatric care. The authors believe they provide relevant data from future psychiatrists and child and adolescent psychiatrists for evaluation by directors of residency programs about training in a perceived essential competency.
Description: Introdução: A psicoterapia é um tratamento eficaz para diversas perturbações mentais, sendo recomendada a sua inclusão na formação dos internos de psiquiatria e psiquiatria da infância e da adolescência. No entanto, a incorporação da formação em psicoterapia nos currículos dos programas de internato tem-se revelado difícil e, em Portugal, competência em psicoterapia não é obrigatória para ser psiquiatra. Este estudo pretende analisar as perspetivas dos internos de psiquiatria e psiquiatria da infância e adolescência sobre a formação em psicoterapia em Portugal. Métodos: Os autores desenvolveram um questionário online, autoaplicável, voluntário e anónimo, enviado por e-mail aos internos pelas duas associações nacionais de internos de psiquiatria e psiquiatria da infância e da adolescência. Resultados: A taxa de resposta foi de 29,9%. A maioria dos internos portugueses de psiquiatria e psiquiatria da infância e da adolescência apontou que a sua instituição não oferece formação em psicoterapia (95,2%) e manifestou insatisfação com a formação em psicoterapia fornecida pelas suas instituições (96,8%). Todos os inquiridos concordaram que a formação em psicoterapia envolve um investimento monetário significativo, e quase todos (96,8%) acreditam que envolve um investimento substancial em termos de tempo a longo prazo. Igualmente, a maioria dos inquiridos (94,4%) defendeu que a formação em psicoterapia deve ser incluída no horário de trabalho do internato. De ressalvar, os internos estão interessados na formação em psicoterapia (93,6%), e a maioria considera que a psicoterapia deve ser uma competência obrigatória do programa de formação do internato (85,7%). Cerca de 40% dos inquiridos mencionaram que estavam em psicoterapia pessoal durante o internato. Mais de dois terços (70,6%) dos internos consideram iniciar ou continuar formação em psicoterapia após o internato. Relativamente às modalidades que devem ser incluídas no programa de internato, os internos destacaram terapia cognitivo-comportamental, terapia familiar, psicoterapia interpessoal, psicoterapia psicodinâmica e psicoterapia de suporte. Discussão e conclusão: É necessária uma reflexão séria sobre alterações curriculares para que os futuros psiquiatras possam ser qualificados a fornecer um modelo biopsicossocial de cuidados psiquiátricos. Os autores acreditam que fornecem dados relevantes dos futuros psiquiatras para avaliação pelos diretores dos programas de internato sobre a formação numa competência percecionada como essencial.
Subject: Ciências médicas e da saúde
Medical and Health sciences
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde
Medical and Health sciences
DOI: 10.34626/sfs9-gr08
TID identifier: 203753232
URI: https://hdl.handle.net/10216/163779
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
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