Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/159519
Author(s): Maria Inês Carpinteiro Poças
Title: Atitudes dos Médicos das Unidades de Dor dos Hospitais Portugueses acerca da Prescrição e Utilização de Canabinoides no Tratamento da Dor Crónica
Issue Date: 2024-06-26
Abstract: Although its recommendation remains contentious, cannabinoids have been shown to have some beneficial effects on the quality of life of patients with chronic pain. This study aims to describe the attitudes of doctors in Pain Units of Portuguese hospitals towards prescribing cannabinoids for the treatment of chronic pain, in the context of the 2018 Portuguese legislation. A specific questionnaire was developed based on literature review and the adaptation of similar pre-existing studies, which was distributed from January 8th to February 26th. We analyzed the responses of 27 professionals, mostly anesthesiologists (81.5%), female (77.8%), with a median age of 59 years. The results indicate that over 80% of respondents consider cannabinoids a legitimate therapeutic option and 55.6% have already prescribed medicinal cannabis, reporting an improvement in the management of chronic pain in 76.9% of cases. However, 30.7% of doctors expressed concerns about the potential increase in the risk of substance abuse. The study also highlights challenges in accessibility due to high costs and associated stigma, with 46.2% of respondents arguing that current legislation is insufficient to ensure adequate patient access to this therapy. The results suggest a moderate acceptance of cannabinoids in the management of chronic pain, despite perceived barriers to their full therapeutic integration.
Description: Embora a sua recomendação seja duvidosa, os canabinoides demonstram ter alguns efeitos benéficos na qualidade de vida dos pacientes com dor crónica. Este estudo tem por objetivo descrever as atitudes dos médicos das Unidades de Dor dos hospitais portugueses face à prescrição de canabinoides para o tratamento da dor crónica, no contexto da legislação portuguesa de 2018. Foi criado um questionário específico com base na revisão da literatura e na adaptação de estudos semelhantes pré-existentes, o qual foi distribuído de 8 de Janeiro a 26 de Fevereiro. Analisámos as respostas de 27 profissionais, maioritariamente anestesiologistas (81,5%), do sexo feminino (77,8%), com uma idade mediana de 59 anos. Os resultados indicam que mais de 80% dos inquiridos consideram os canabinoides uma opção terapêutica legítima e 55,6% já prescreveram canábis medicinal, reportando uma melhoria na gestão da dor crónica em 76,9% dos casos. Contudo, 30,7% dos médicos expressaram preocupações acerca do potencial aumento no risco de abuso de substâncias. O estudo destaca também desafios na acessibilidade devido ao elevado custo e ao estigma associado, com 46,2% dos respondentes a argumentar que a legislação atual é insuficiente para assegurar o acesso adequado dos pacientes a esta terapia. Os resultados sugerem uma aceitação moderada dos canabinoides na gestão da dor crónica, apesar das barreiras percebidas à sua plena integração terapêutica.
Subject: Medicina clínica
Clinical medicine
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica
Medical and Health sciences::Clinical medicine
DOI: 10.34626/5mhb-9e35
TID identifier: 203752627
URI: https://hdl.handle.net/10216/159519
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
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