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https://hdl.handle.net/10216/158182| Author(s): | Ana Maria Oliveira Braga de Macedo Chaves |
| Title: | A Cidade sem Limites. São Lourenço como laboratório para um pensamento crítico sobre o Território |
| Issue Date: | 2024-04-16 |
| Abstract: | Taking into consideration my own experience over the past few years, in the aftermath of the Covid-19 pandemic, it is unthinkable to not be mindful of the substantial changes that have emerged in way of life, the relationships towards work and convenience, and how common and individual spaces are used by citizens. Aware of the changes and adaptations that have occurred, taking into account technological advances and developments in the digital field, the study of the transformation of a social construction in constant metamorphosis, where territory is as much geographic as it is urban and as it is human, becomes increasingly pressing for contemporary society. Some years ago, during a walk along a part of the old Tua Railway, which is currently submerged, from landscape and nature, the small village of São Lourenço stood out, isolated and with an air of abandonment, and to this day has remained in my mind. This place appears, in this context, as a motivation to propose a critical reflection on what a new and current concept of appropriation of spaces could mean, going beyond the conventional idea that the city is limited only within its boundaries. We are going through times of change and reflection on how we live, (co)inhabit and behave and, evermore, we are faced with a city of variable geometry, expanding into urban territories, spread out like networks and systems, articulated by connecting nodes, strong central points, defined by their accessibility, From the study of the village of São Lourenço and the premises that are associated with it, since it can be considered an example of a territory that is within an extension of the limits of what, until now, has been conventionally defined as a city, it is my intention to demonstrate, with this dissertation, that we no longer live in a circumscribed city, but rather in an extended city, possibly a global city - made of continuous materials but above all immaterial - based on networks and systems, many of which are invisible. Currently, the city goes far beyond its borders, which remain merely to define administrative limits, which can be interpreted as artificial or fictional, since they are constantly invisibly crossed. As such, we begin to think critically about this new reality, where the idea of the city is questioned, which today goes way beyond its administrative borders and expands to wider territories, that we call here, city without limits. |
| Description: | Considerando a minha própria experiência nos últimos anos, no rescaldo da última pandemia da Covid-19, é impensável não ter em mente as alterações substanciais que surgiram nos modos de vida, nas relações de trabalho e de convivência, e na forma como os espaços coletivo e individual são utilizados pelos cidadãos. Atenta às alterações e adaptações que se verificaram, tendo em conta o avançar da tecnologia e o desenvolvimento do campo do digital, torna-se cada vez mais premente para a sociedade contemporânea o estudo das transformações de uma construção social em constante metamorfose, o território - que tanto é geográfico, como urbano, como humano. Há uns anos, no decorrer de uma caminhada por um troço da antiga Linha de Comboio do Tua, atualmente submersa, entre paisagem e natureza, destacou-se a pequena aldeia de São Lourenço, isolada e com um ar abandonado, que ficou na minha memória até aos dias de hoje. Este lugar surge, neste contexto, como motivação para propor uma reflexão crítica sobre o que pode significar um novo e atual conceito de apropriação dos espaços, ultrapassando a convencional ideia de que a cidade se circunscreve apenas dentro das suas delimitações. Passamos por tempos de transformação e reflexão sobre a forma como vivemos, (co)habitamos e nos comportamos e, cada vez mais, estamos perante uma cidade de geometria variável e expandida em territórios urbanizados, entendidos como redes e sistemas, articulados por nós de ligação, pontos fortes de centralidade, definidos pela sua acessibilidade. A partir do estudo da aldeia de São Lourenço e das premissas que lhe estão associadas, uma vez que se pode considerar um exemplo de um território que se encontra enquadrado no que se pode denominar de extensão natural dos limites do que, até agora, se chama convencionalmente de cidade, é minha intenção demonstrar, com esta dissertação, que já não vivemos numa cidade circunscrita, mas sim numa cidade alargada, eventualmente numa cidade global - feita de contínuos materiais e, sobretudo, imateriais - baseada em redes e sistemas, muitos deles, invisíveis. Atualmente, a cidade ultrapassa largamente as suas fronteiras, que permanecem apenas a definir limites meramente administrativos, que podem ser entendidos como artificiais ou fictícios, uma vez que são constantemente atravessados de forma invisível. Neste sentido, inicia-se um pensamento crítico sobre esta nova realidade, onde é questionada a ideia de cidade, que hoje em dia ultrapassa largamente as suas fronteiras administrativas e se expande para territórios alargados, no que aqui se denomina de cidade sem limites. |
| Subject: | Artes Arts |
| Scientific areas: | Humanidades::Artes Humanities::Arts |
| DOI: | 10.34626/x3s4-fq90 |
| TID identifier: | 203588312 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/158182 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FAUP - Dissertação |
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| 668481.pdf | A Cidade sem Limites. São Lourenço como laboratório para um pensamento crítico sobre o Território | 31.65 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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