Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/154846
Author(s): Diogo Miguel Pacheco Barreto Rufino
Title: Prática(s) de psicoterapia mediada por videoconferência: uma análise exploratória da experiência relatada por profissionais da psicologia
Issue Date: 2023-11-16
Description: A psicoterapia a distância é uma realidade cada vez mais incontornável da prática dos/as profissionais de Psicologia, em particular a psicoterapia mediada por videoconferência (PmV) cuja prática se tem vindo a popularizar. Neste contexto, levantam-se questões relacionadas com a adequação desta mediação a certas problemáticas, populações e modelos teóricos, assim como face à experiência da aliança de trabalho e de variados desafios éticos. Contudo, a evidência científica é ainda incipiente e carece de consolidação. A caraterização da experiência dos/as psicólogos/as que exercem psicoterapia e a compreensão de como lidam com os constrangimentos da PmV torna-se pertinente para a otimização desta prática. Capitalizando na experiência gerada aquando da pandemia Covid- 19, o presente estudo propõe-se a identificar e sintetizar evidências sobre as caraterísticas das práticas de PmV tendo por base uma análise qualitativa e sistemática da experiência de 19 psicoterapeutas portugueses/as. A entrevista individual semiestruturada constituiu a principal técnica de recolha de dados em complementaridade a um inquérito destinado à obtenção de informação sociodemográfica, académica e profissional. Os resultados demonstram que a população infantil e as problemáticas associadas a maior instabilidade são percecionadas como complexas e o seu atendimento é frequentemente recusado. A PmV é vista como vantajosa na intervenção com populações vulneráveis e estigmatizadas. Constata-se que a viabilidade e qualidade técnica e ética da PmV está dependente de um nível satisfatório de literacia digital, já que requer a capacidade de usar e aproveitar as TIC's no contexto psicoterapêutico a cada caso. Observa-se também que os/as participantes parecem preferir adaptar o seu modo de atuação em setting presencial à PmV do que optar pela implementação de novas abordagens que aproveitem as idiossincrasias do contexto. A fase de estabelecimento da aliança de trabalho é percecionada como a mais desafiante na construção da relação o que parece estar relacionado com a menor fluidez e espontaneidade percecionada na comunicação em PmV. No plano ético, destaca-se a dimensão relativa à competência e ao direito à privacidade pois foram detetadas necessidades de formação técnica/tecnológica que podem comprometer as garantias de confidencialidade. Ainda, observa-se que o impacto de possíveis constrangimentos associados à PmV tendem a diminuir à medida que os/as participantes se tornam mais experientes. Conclui-se que, apesar do esforço dos/as participantes para atuarem dentro dos mais elevados padrões de qualidade, parecem ser escassos os recursos que identificam como disponíveis ou aos quais recorrem para apoiar as suas práticas no âmbito da PmV resultando daí inseguranças que importa mitigar.
Subject: Psicologia
Psychology
Scientific areas: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
DOI: 10.34626/81d3-2x65
TID identifier: 203401093
URI: https://hdl.handle.net/10216/154846
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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