Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/154712
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dc.creatorIsabel Cristina das Dores
dc.date.accessioned2025-12-06T00:05:50Z-
dc.date.available2025-12-06T00:05:50Z-
dc.date.issued2023-11-13
dc.date.submitted2025-12-05
dc.identifier.othersigarra:648779
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/154712-
dc.descriptionO swing refere-se a uma prática na qual pessoas que se encontram numa relação heterossexual estável, frequentemente casadas, se envolvem em relações sexuais extraconjugais de forma consensual, preservando a exclusividade romântica (Frank, 2013). Assim, os swingers consideram-se romanticamente monogâmicos e sexualmente não monogâmicos, havendo uma separação clara entre sexo e amor (Silvério, 2014a). Desta forma, o swing, rompe, em parte, com o modelo do casal monogâmico (Wolkomir, 2020), caracterizado pelo compromisso, entre duas pessoas, de praticar a exclusividade romântica e sexual (Brewster et al., 2017). Além disso, o swing desafia também os papéis tradicionais de género, presentes nas crenças de uma cultura acerca dos papéis, traços de personalidade e comportamentos perspetivados como normativos e, desta forma, esperados das mulheres e dos homens (Ward et al., 2022). A prática de swing, por romper as normas difundidas pela heteronormatividade e pela mononormatividade, é percebida como uma atividade desviante e as pessoas envolvidas na prática são consideradas moralmente desviantes e, consequentemente, estigmatizadas (Jenks, 1998; Serina et al., 2013). O presente estudo pretende identificar o contributo do swing no empoderamento feminino, compreendendo de que forma esta prática influencia o processo de desconstrução e ressignificação dos papéis tradicionais de género em pessoas socializadas como mulheres e adeptas da prática. Foram entrevistadas 4 mulheres, três swingers e uma single, com idades entre os 37 e 51 anos. As suas partilhas foram posteriormente analisadas através do método de análise temática (Braun & Clarke, 2006) de onde ressaltaram quatro temas principais: Processo de Iniciação, Estar no Meio, Mudanças e Estigma. De forma global, o presente estudo permitiu perscrutar as circunstâncias específicas da prática do swing e a sua relação com os papéis tradicionais de género difundidos pela heteronormatividade e mononormatividade, concluindo-se que estes são perpetuados, assim como as desigualdades nas dinâmicas de poder que lhes estão associadas, desfavorecendo a mulher em relação ao homem.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleDesconstruções e ressignificações de papéis tradicionais de género: o papel da prática de swing no feminino
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/e88h-y074
dc.identifier.tid203401255
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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