Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/152705
Author(s): Ana Gabriela da Costa Miranda
Title: Impacto dos antipsicóticos na resposta sexual dos doentes com esquizofrenia
Issue Date: 2023-09-08
Abstract: Schizophrenia is a severe, chronic, and complex mental disorder that affects approximately 1% of the population worldwide. Schizophrenia most commonly has its onset in late adolescence or early adulthood and its symptoms include hallucinations, delusions, anhedonia, and social withdrawal, which can become highly debilitating if left untreated. The pharmacological treatment with antipsychotics is the mainstay approach to control the symptoms of the disease. However, the effectiveness of these can be accompanied by several side effects, including sexual dysfunction. The aims of this narrative review were to summarize and evaluate the potential impact of these drugs on the sexual response of individuals with schizophrenia and to analyze the factors that may contribute to that condition. Some studies suggest that certain antipsychotics, particularly first-generation or typical may negatively affect sexual response, leading to erectile dysfunction, decreased libido or difficulties reaching the orgasm. In comparison, second-generation or atypical antipsychotics, have been associated with a lower risk of sexual side effects. Although side effects still occur, they appear to be less frequent or less intense. The available evidence highlights that the occurrence and severity of antipsychotics side effects can vary from person to person. Some patients may experience significant problems with their sexual response, while others may experience little to no impact. In addition, schizophrenia itself has been shown to have an impact on patients' sexual response and function owing, for example, to negative symptoms or reduced initiative and motivation. Regular assessment of sexual function in schizophrenic patients by healthcare professionals is very important. The heterogeneity of individuals' response to antipsychotic treatment calls for individualized approaches to minimize the negative impact on sexual function, improve quality of life, and find appropriate solutions on a case-by-case basis. This may involve adjusting medication dosages, switching to alternative antipsychotics with a lower risk of causing sexual dysfunction or recommending other treatment options that can better meet patients' specific needs. Future research should focus on strategies to minimize these side effects, such as developing antipsychotic drugs with lower impact on sexual function of individuals with schizophrenia.
Description: A esquizofrenia é uma perturbação mental grave, crónica e complexa que afeta cerca de 1% da população mundial. A esquizofrenia surge mais frequentemente no final da adolescência ou no início da idade adulta e os seus sintomas incluem alucinações, delírios, anedonia e retraimento social, que podem tornar-se altamente debilitantes se não forem tratados. O tratamento farmacológico com antipsicóticos é a abordagem principal para controlar os sintomas da doença. No entanto, a eficácia destes pode ser acompanhada por vários efeitos secundários, incluindo a disfunção sexual. Os objetivos desta revisão narrativa foram resumir e avaliar o potencial impacto destes fármacos na resposta sexual de indivíduos com esquizofrenia e analisar os fatores que podem contribuir para essa condição. Alguns estudos sugerem que certos antipsicóticos, particularmente os de primeira geração ou típicos, podem afetar negativamente a resposta sexual, levando a disfunção erétil, diminuição da libido ou dificuldades em atingir o orgasmo. Em comparação, os antipsicóticos de segunda geração ou atípicos têm sido associados a um menor risco de efeitos secundários sexuais. Embora ainda ocorram efeitos secundários, estes parecem ser menos frequentes ou menos intensos. A evidência disponível salienta que a ocorrência e a gravidade dos efeitos secundários dos antipsicóticos podem variar de pessoa para pessoa. Alguns doentes podem ter problemas significativos com a sua resposta sexual, enquanto outros podem ter pouco ou nenhum impacto. Além disso, foi demonstrado que a própria esquizofrenia tem um impacto na resposta e na função sexual dos doentes devido, por exemplo, a sintomas negativos ou à redução da iniciativa e da motivação. A avaliação regular da função sexual em doentes esquizofrénicos pelos profissionais de saúde é crucial. A heterogeneidade da resposta dos indivíduos ao tratamento antipsicótico exige abordagens individualizadas para minimizar o impacto negativo na função sexual, melhorar a qualidade de vida e encontrar soluções adequadas caso a caso. Isto pode implicar o ajuste das dosagens da medicação, a mudança para antipsicóticos alternativos com menor risco de causar disfunção sexual ou a recomendação de outras opções de tratamento que possam satisfazer melhor as necessidades específicas dos doentes. A investigação futura deve centrar-se em estratégias para minimizar ainda mais estes efeitos secundários, tais como o desenvolvimento de medicamentos antipsicóticos com menor impacto na função sexual dos indivíduos com esquizofrenia.
Subject: Medicina clínica
Clinical medicine
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica
Medical and Health sciences::Clinical medicine
TID identifier: 203520246
URI: https://hdl.handle.net/10216/152705
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
Appears in Collections:FMUP - Dissertação

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
640736.pdfImpacto dos antipsicóticos na resposta sexual dos doentes com esquizofrenia1.48 MBAdobe PDFThumbnail
View/Open


This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons