Please use this identifier to cite or link to this item:
https://hdl.handle.net/10216/152619| Author(s): | Milène Borges Masson |
| Title: | A Forma da Outra Arquitetura Orgânica |
| Issue Date: | 2023-07-14 |
| Abstract: | The works of architect Álvaro Siza were seen as examples to follow, right from my first year of college. Prior to this study, in which I deepened this issue of Organic architecture, I identified in Siza's work, almost by instinct, examples of works that seem to have the same concerns that Organic architecture encompasses. I do not consider Organic architecture as an architectural Movement or Style, for the simple fact that Organic architecture is, for me, a design strategy. So much so that it manages to share characteristics of other architectures. First of all, it became important to understand the concept of Organicity and what makes a work be considered Organic. For this, it is essential to study its contextualization. Predecessor Architectural Movements or Styles are analysed, with the aim of comparing them with Organicity. Only after this contextualization is it possible to study and understand the architecture of Frank Lloyd Wright and other architects who are associated with Organic architecture. The definition of Organic architecture does not arise a priori from the analysis of Siza's works, but rather during their research. Despite presenting my dissertation in two parts, it does not mean that its development has arisen in this way. The first part is an attempt at a deeper understanding of Organicity based on constellations of architectural works. That is, I identified other architects who also had the same problems and who worked with the same principles of Organic architecture. The second part of the work tries to develop in time and space an idea once pointed out by Kenneth Frampton. In the book "Álvaro Siza: Complete Works", Frampton determines a period in the work of Álvaro Siza, which he identifies as associated with Organic architecture. This analysis by Frampton on Siza's work thus becomes my anchor in the development of this dissertation, as it helped me to understand the definition of Organic architecture. However, in my understanding, this design strategy is not limited to a specific period, but is more transversal to the architect's work. Therefore, as a work strategy, I was interested in seeing a previous work and a later work by the architect Álvaro Siza. These analyzes of works more distant in time, compared to the period identified by Kenneth Frampton, arise with the aim of demonstrating my conviction that Organicity expanded over a longer period of time in Siza's work. Within the chapter by Álvaro Siza (Part 2), we find the following subchapters: - Piscina de Marés - work prior to the period identified by Kenneth Frampton. - Siza "Towards an Organic Architecture: 1969-1982" - study of works from this period. - House in Mallorca - a more recent work, with the aim of making a bridge to the architecture recently designed by Álvaro Siza. Within each case study, a comparison is made with other works, both by the same architect and others, to better understand the Organic characteristics in Siza's architecture. When studying the works of the architect Álvaro Siza in terms of this theme, it was not intended to make a complete study of all the details that the works contain. Organic architecture is often linked to formal issues, when it goes beyond form. Alvar Aalto says: "(...) But I would like to add, from a personal, emotional point of view, that architecture and its details are, in a way, biology. Perhaps they resemble a large salmon or a trout. They are not born adults, nor are they born in the sea or water where they normally live. They are born hundreds of miles from their habitat, where the rivers are reduced to small streams, clear streams between the falls, under the first drops of water from the melting ice, as remote from their usual life as human emotion and instinct are from the work of every day". This comparison is made in relation to the creative process of project development. But the form of architecture can also be seen as an organism. Where it needs parts for the proper functioning of the form, and that the parts constitute equivalent to a whole. But above all, form follows function, where only constraints shape the form of the project. |
| Description: | As obras do arquiteto Álvaro Siza eram vistas como exemplos a seguir, logo desde o meu primeiro ano de faculdade. Anteriormente a este estudo, no qual aprofundei esta questão da arquitetura Orgânica, identifiquei na obra de Siza, quase por instinto, exemplos de obras que aparentam ter as mesmas preocupações que a arquitetura Orgânica abrange. Não considero a arquitetura Orgânica como um Movimento ou Estilo arquitetónico, pelo simples fato de que a arquitetura Orgânica é, para mim, uma estratégia de projeto. Tanto que a mesma consegue partilhar características de outras arquiteturas. Antes de mais, tornou-se importante perceber o conceito de Organicidade e o que faz de uma obra ser considerada Orgânica. Para tal, é indispensável o estudo da contextualização da mesma. Analisam-se os Movimentos ou Estilos arquitetónicos antecessores, com o intuito de os comparar com a Organicidade. Só após esta contextualização é possível estudar e perceber a arquitetura de Frank Lloyd Wright e de outros arquitetos que estão associados à arquitetura Orgânica. A definição de arquitetura Orgânica não surge a priori da análise das obras de Siza, mas sim ao longo da pesquisa das mesmas. Apesar de apresentar a minha dissertação em duas partes, não significa que o desenvolvimento da mesma tenha surgido desta forma. A primeira parte trata-se de uma tentativa de compreensão mais aprofundada da Organicidade a partir de constelações de obras arquitetónicas. Ou seja, identifiquei outros arquitetos que também tiveram os mesmos problemas e que trabalharam com os mesmos princípios da arquitetura Orgânica. A segunda parte do trabalho tenta desenvolver no tempo e no espaço uma ideia outrora apontada por Kenneth Frampton. No livro "Álvaro Siza: Complete Works", Frampton determina um período na obra de Álvaro Siza, que o mesmo identifica associado à arquitetura Orgânica. Esta análise de Frampton sobre a obra de Siza torna-se assim, na minha âncora no desenvolvimento desta dissertação, pois ajudou-me na compreensão da definição de arquitetura Orgânica. No entanto, no meu entendimento, esta estratégia de projeto não está cingida a um período específico, mas é mais transversal à obra do arquiteto. Portanto, interessou-me, como estratégica de trabalho, ver uma obra anterior e uma obra posterior do arquiteto Álvaro Siza. Estas análises de obras mais longínquas no tempo, face ao período identificado por Kenneth Frampton, surgem com o objetivo de demonstrar a minha convicção de que a Organicidade se expandiu num tempo mais longo na obra de Siza. Dentro do capítulo de Álvaro Siza (Parte 2), encontramos os seguintes subcapítulos: - Piscina de Marés - obra anterior ao período identificado por Kenneth Frampton. - Siza "Towards an Organic Architecture: 1969-1982" - estudo das obras desse período. - Casa em Maiorca - uma obra mais recente, com o objetivo de fazer a ponte para a arquitetura recentemente projetada por Álvaro Siza. Dentro de cada caso de estudo é feita a comparação com outras obras, tanto do mesmo arquiteto como de outros, para melhor compreender as características Orgânicas na arquitetura de Siza. Ao estudar as obras do arquiteto Álvaro Siza em função deste tema, não se ambicionou fazer um estudo completo de todos os pormenores que as obras contêm. A arquitetura Orgânica encontra-se muitas vezes vinculada a questões formais, quando a mesma vai para além da forma. Alvar Aalto afirma: "(...) Mas gostaria de acrescentar, de um ponto de vista pessoal, emocional, que a arquitectura e os seus pormenores são, de certo modo, biologia. Talvez se assemelhem a um salmão grande ou uma truta. Não nascem adultos, nem sequer nascem no mar ou na água onde normalmente vivem. Nascem a centenas de milhas do seu habitat, onde os rios se reduzem a pequenas correntes, límpidos riachos entre as quedas, sob as primeiras gotas de água dos degelos, tão remotas da sua vida habitual como a emoção e o instinto humanos estão do trabalho de todos os dias". Esta comparação é feita em relação ao processo criativo de desenvolvimento de projeto. Mas a forma da arquitetura também pode ser vista como um organismo. Onde a mesma necessita de partes para o bom funcionamento da forma, e que as partes constituem equivalentemente a um todo. Mas acima de tudo, a forma segue função, onde apenas as condicionantes moldam a forma do projeto. A investigação das obras de Álvaro Siza ajudou a definir melhor as características da arquitetura Orgânica na Contemporaneidade. E ao compreender melhor esta forma de projetar, reconheço que esta estratégia de trabalho tem a sua capacidade de resistir ao tempo, o seu dom de inserir-se adequadamente no território e de criar arquitetura que melhor se adequa ao seu usuário. Características estas, válidas para a Contemporaneidade e para o futuro. |
| Subject: | Artes Arts |
| Scientific areas: | Humanidades::Artes Humanities::Arts |
| DOI: | 10.34626/xrsj-k524 |
| TID identifier: | 203351622 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/152619 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FAUP - Dissertação |
Files in This Item:
| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| 639734.pdf | A Forma da Outra Arquitetura Orgânica | 47.47 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.
