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https://hdl.handle.net/10216/152559| Author(s): | Juliana Diógenes de Araújo Lima |
| Title: | Ecos de justiça climática na escola e na comunidade: perceções de jovens e atores locais a partir da participação em laboratórios climáticos colaborativos |
| Issue Date: | 2023-07-07 |
| Description: | As alterações climáticas revelam e aprofundam dinâmicas de injustiça que se refletem em impactos desproporcionais para grupos sociais mais vulneráveis, incluindo jovens. Paralelamente, a literatura científica mostra que há falhas na promoção efetiva da participação e inclusão política destes grupos. No contexto de crise climática, a marginalização política de vozes socialmente vulneráveis é uma questão de direitos humanos e de justiça climática. No entanto, não só a educação escolar tem apresentado limitações no envolvimento com aspetos estruturais das questões climáticas - relacionadas com justiça, poder e participação -, como o próprio conceito de justiça climática ainda carece de exploração sobre o modo como as suas dimensões se operacionalizam e ressoam a nível empírico. Assim, esta investigação busca identificar os ecos do conceito de justiça climática na comunidade e na escola, explorando como as dimensões da justiça climática - procedimental, de distribuição, de reconhecimento e intergeracional - transparecem nos discursos de jovens e adultos a partir das suas vivências em regiões do interior e litoral do Norte de Portugal. Também busca compreender a perceção de jovens sobre a experiência de participação numa metodologia baseada na comunidade e centrada na juventude, em termos de potencialidades para debater problemas climáticos locais. Para tal, o estudo recorreu à recolha empírica em duas escolas, de diferentes contextos, com participantes dos Laboratórios Climáticos Colaborativos (CiCli-Labs). Foram realizados 2 grupos de discussão focalizada com 16 jovens estudantes do ensino secundário e 16 entrevistas individuais com atores da comunidade (decisores políticos, agentes económicos, ativistas, cientistas) e professoras dos/das jovens. A análise dos dados revela que há oportunidades limitadas de participação de jovens e outros grupos vulnerabilizados em processos de tomada de decisão relacionados com alterações climáticas. Além disso, jovens desconfiam da capacidade de instituições, como a escola e a política formal, para garantir justiça climática - sobretudo nas dimensões procedimental e distributiva - nas decisões políticas, acreditando que as transformações significativas só ocorrerão quando as atuais gerações ocuparem cargos de poder. Enquanto jovens identificam discriminação sociocultural nos processos de tomada de decisão sobre políticas climáticas, a maioria dos adultos não reconhece este problema. A dimensão intergeracional de injustiça climática está particularmente presente nos discursos juvenis. Por fim, os dados mostram o valor educativo de abordagens metodológicas, de base comunitária e centradas na juventude, que criem possibilidades de coletivização, educação e politização climática, assentes na pluralidade e diversidade de perspetivas. De modo amplo, em suma, este estudo procura contribuir para gerar reflexões sobre as potencialidades de metodologias participatórias para a articulação entre educação formal e não-formal comprometida com a justiça climática. |
| Subject: | Ciências da educação Educational sciences |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Ciências da educação Social sciences::Educational sciences |
| DOI: | 10.34626/wxyk-z645 |
| TID identifier: | 203349385 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/152559 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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| 638953.pdf | Ecos de justiça climática na escola e na comunidade: perceções de jovens e atores locais a partir da participação em laboratórios climáticos colaborativos | 3.25 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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